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Em Pauta

A máfia italiana mostra que o cibercrime dominará

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 26/09/2021 08:21
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Todos tinham a percepção da importância do cibercrime. Novo cangaço, assaltos e qualquer outra forma de tomar o dinheiro do outro tendem a se tornarem residuais. Os números são incontestáveis: no Brasil, o cibercrime aumentou 300% durante a pandemia. Em 2017, o Brasil estava em sétimo lugar no ranking de países com mais ataques cibernéticos. Já no ano de 2019, o Brasil subiu de posição, foi para o terceiro lugar no ranking mundial. Mas quem dá as lições do cibercrime é a máfia italiana.


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Drogas, prostituição? A máfia só quer saber de cibercrime.

Hollywood vem distorcendo a história da derrota da máfia norte-americana. Quem efetivamente os derrotou foram as milhares de pequenas gangues de negros e de latinos. Mas a derrota jamais chegou à máfia italiana. É ela que dá as cartas e as lições de como tomar dinheiro de outros. Ao longo da última década transformou-se, praticamente abandonou as drogas, a prostituição e a "proteção" de comerciantes. Só quer saber dos cibercrimes.


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Os melhores hackers são da máfia italiana.

Foram os mafiosos que começaram a praticar o phishing, um delito em que a vítima recebe um correio eletrônico que a leva a dar as suas informações bancárias nas mãos dos mafiosos, muitas vezes falsificando a página de algum banco. Isso não aconteceu por acaso. A máfia contratou os melhores hackers de vários países.


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Vishing e smishing.

Também foram os mafiosos que inventaram o vishing, que é suplantar uma empresa telefônica para conseguir dados privados. Assim como o meio decadente smishing, conseguir dados pessoais através de SMS.


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A última ação da máfia é usar moduladores de voz.

Uma quadrilha de 100 mafiosos italianos acaba de cair na Espanha. Foram anos de seguimentos das polícias espanhola e italiana para conseguir prender essa centena de bandidos. Eles usavam moduladores de voz em seus ataques. "A fraude do gerente" era a mais comum. Faziam se passar pelo dirigente de uma empresa e, por telefone, obrigavam um administrador a fazer um pagamento a uma conta falsa, de um fornecedor costumeiro.

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