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30/04/2017 07:55

Brasileiros ricos mudam para Portugal

Mário Sérgio Lorenzetto
Brasileiros ricos mudam para Portugal

Cansados da economia em frangalhos, da inexistência de serviços públicos de qualidade, da insegurança e, principalmente, da falta de compromisso dos brasileiros com o trabalho, parcela significativa da classe média alta e de ricos está deixando de escolher Miami para viver. Mudam para Portugal.

Há alguns anos essas eram as mesmas razões mencionadas para trocar o Brasil pelos EUA. A única diferença está na pauta ideológica. Antes, os que não toleravam a assunção ao poder dos esquerdistas saiam do Brasil para a Flórida. Agora, os que não aceitam as pautas conservadoras mudam para Portugal.

Há quatro anos, houve debandada geral de médicos para Miami. Abriam clínicas caríssimas para brasileiras endinheiradas darem à luz por lá e garantirem cidadania norte-americana para seus filhos.

Hoje, Portugal está na moda. Preferem a calmaria portuguesa. Além disso, a facilidade para obter passaporte e visto, em contraste com a resistência dos EUA na versão Trump. Há ainda o clima aprazível em qualquer época do ano e a "comunidade de afetos que nos une a Portugal" como afirmou o ministro Gilmar Mendes, proprietário de apartamento em Lisboa.

Estima-se que o movimento que leva o consulado de Portugal em São Paulo a conceder 820 novas cidadanias por mês faça crescer o número de brasileiros no país colonizador dos atuais 85 mil para 100 mil. Sem dúvida, essa diferença resulta da emigração de brasileiros mais qualificados e abastados, a prova está nas transferências bancárias: de US$55 milhões, em 2014, chegando a US$ 71 milhões em 2016.Em 2014, a percentagem de brasileiros entre os estrangeiros que procuravam imóveis para residir em Portugal, era de apenas 6%. Hoje, chegou a 10%. Até 2015, Portugal havia concedido apenas 69 vistos gold - autorização de residência em Portugal em troca de investimentos de 1 milhão de euros. Neste ano, chegou a 282.

Há ainda o preço de imóveis. São baratos para o continente. Estão na Europa, forma patrimônio em euros e tem retorno de 5% a 15%. O metro quadrado em áreas nobres de Liboa - apesar da alta de 46% nos últimos dois anos - ronda oito mil euros. Em Paris é de 18 mil euros, e em Londres de 27 mil euros.

Porém, a cidade mais procurada pelos brasileiros não é Lisboa, é Coimbra. Algo como 10% dos alunos da famosa universidade são brasileiros. Um claro indicador que no futuro o numero de brasileiros, e de seus descendentes, continuará a crescer.

Brasileiros ricos mudam para Portugal

Sobe o número de muros no mundo. O próximo será entre o Brasil e o Paraguai?

Barreiras fronteiriças são construídas para evitar a entrada de traficantes, migrantes ou povos inimigos. Após a queda do Muro de Berlim, um marco na integração dos povos, restavam apenas 11 dessas hediondas construções no mundo. Atualmente, com a crise mundial migratória, as guerras e a intolerância, a cifra subiu para 70.

Muitos deles são desconhecidos dos brasileiros, mas importantes marcos que dividem povos. O mais famoso é o entre os Estados Unidos e o México, mas há muros por todos os continentes. Não podemos esquecer que, talvez, o mais perigoso é o muro entre a Coréia do Norte e a do Sul. O mais importante para a crise migratória fica entre a Grécia e a Macedônia.

É recente - construído em 2016 - conseguiu impedir a entrada de 63.000 refugiados na Europa. É provável que, por enquanto, o mais extenso separe a Índia do Paquistão. Com seus 750 quilômetros separa muçulmanos de hinduístas. O mais silencioso, no momento, separa católicos de protestantes nas duas Irlandas. Um estranho muro separa o Chipre. De um lado ficam os turco-cipriotas (com um terço dessa pequena ilha), no resto, ficam os greco-cipriotas. A disputa é entre os militares turcos e os gregos.

E o povo cipriota fica enclausurado no meio. São mais de 30.000 soldados turcos e outro contingente de gregos. Um muro de apenas um quilômetro e 4 metros de altura é denominado de "Muro da Vergonha", fica em Calais, entrada de migrantes na Inglaterra. O "Muro Sinistro" é o que divide Israel da Palestina, está em turbulência diariamente, desde dezenas de anos. Há muros menos famosos: entre o Iraque-Kuait, dividindo a Hungria da Croácia, a Turquia da Bulgária, entre a Hungria e a Sérvia, separando a Áustria da Eslovênia, entre o Irã e o Paquistão. Há muros de combate aos traficantes: entre a Espanha e o Marrocos, separando a França da Argélia....

A crise econômica-política-judicial não cessa, não dá fôlego ao brasileiro. O desemprego cria uma aura de desesperança. As portas estão abertas para algum populista, com discurso fácil de resolver a criminalidade decorrente do tráfico de drogas entre o Brasil e o Paraguai. Construir um muro da maconha seria a solução para pelo menos um desses pré-candidatos, seus adeptos que o digam.

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Saúde: o que devemos aprender com os indígenas bolivianos que têm corações mais saudáveis do mundo

Uma recente pesquisa divulgada na revista de medicina Lancet, mostra que uma tribo do norte da Bolívia apresenta o povo com os corações exemplares. Não há um só "tsimane" que tenha sinais de artérias entupidas. Os tsimane caçam, pescam e plantam a própria comida e andam mais que qualquer outro povo. Eles vivem ao longo do rio Raniqui, na floresta amazônica boliviana e não passam de 16 mil indivíduos. Tem um estilo de vida semelhante aos povos que viviam nas Américas há milhares anos. Sua alimentação é formada por: 17% de carne de porco selvagem, anta e capivara; 7% de piranha e bagre; ar, milho, mandioca e banana da terra.

Quer dizer que eles têm 72% de sua alimentação é composta por carboidratos, contra algo como 50% das populações do mundo ocidental. Em contrapartida, consomem pouquíssima gordura - apenas 14%, que se pode comparar com os mais de 30% no mundo ocidental. Não há diferença entre os indígenas bolivianos e os demais povos quando se trata de proteínas - 14%. A pesquisa choca com a teoria atual do prejuízo causado pelos açucares em nossa dieta. Todavia, há outro diferencial enorme entre estilos de vida desses indígenas e de povos urbanizados: o número de passos que dão diariamente. Os homens tsimane dão, em média, 17 mil passos diariamente e as mulheres 16 mil. No mundo ocidental, raramente alguém dá 10 mil passos por dia que é o número aconselhado pelas entidades médicas. A terceira diferença está na socialização. Os tsimane vivem em pequenas aldeias, socializam bastante e mantêm uma perspectiva otimista de vida.



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