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19/06/2018 06:33

Clítoris: o tamanho importa para o prazer

Mário Sérgio Lorenzetto
Clítoris: o tamanho importa para o prazer

De todos os órgãos do corpo humano, só um foi feito para sentir prazer. E se encontra no corpo da mulher. Este é, provavelmente, o motivo pelo qual viveu séculos na obscuridade - e continua no lusco-fusco. O clítoris, este pequeno grande desconhecido continua sendo escondido.
Foi descoberto em meados do século XVI pelo cientista Mateo Colombo. Desde esse momento foi usado como uma arma contra a mulher. Chegou ao ponto do pai da psicanálise, Sigmund Freud, sustentava - no princípio do século XX - que as mulheres que tinham prazer com o clítoris eram imaturas e neuróticas. Passaram-se várias décadas para que William Masters e Virginia Johson, pais da terapia sexual moderna, dessem o lugar que o clítoris têm: o centro do prazer.

Clítoris: o tamanho importa para o prazer

Como o clítoris é de verdade?

"Órgão eréctil de pequenas dimensões..." é o que o dicionário diz sobre o clítoris. Hoje em dia, sabe-se que ele é bem maior do que dizem "essas pequenas dimensões". Mas, se até o dicionário diz que ele é pequeno, é provável que muitas pessoas pensem o mesmo. Para acabar com essa mentira proposital, a Inglaterra e a França criaram um modelo em 3D do verdadeiro clítoris que está sendo usado em aulas de educação sexual para jovens. Veja como ele é:

Clítoris: o tamanho importa para o prazer
Clítoris: o tamanho importa para o prazer
Clítoris: o tamanho importa para o prazer
Clítoris: o tamanho importa para o prazer

Longe do que se possa pensar, esse órgão vai muito mais além do que se vê entre os lábios. É formado por várias partes: as raízes, os bulbos, o tronco e a glande - sim, como no pênis. O clítoris inteiro têm, em média, de 9 cm até 11 cm e a glande, que é a parte mais exteriorizada, situada na zona superior da vulva - mede 1 cm. O clítoris está total ou parcialmente coberto por um capuz protetor, que também é chamado de prepúcio. O tronco é a prolongação do órgão para o interior do corpo e acaba dividindo-se nas raízes, que rodeiam a uretra e a vagina. Por último, no lugar onde nascem as raízes, emergem os bulbos, que também estão no interior do corpo, pregados nas paredes da vagina.

Clítoris: o tamanho importa para o prazer

É o órgão do corpo com maior número de terminações nervosas.

Já narramos. O clítoris é o único órgão destinado exclusivamente ao prazer e para isso, conta com um total de 8.000 terminações nervosas, o dobro das que temos no pênis. A parte com maior número de terminações é a glande.
Se trata, tal como o pênis, de um órgão eréctil. Isto significa que pode responder a estimulações sexuais, tácteis ou mentais. Elas podem ocorrer de forma involuntária e durante o sono.
No momento da excitação, o clítoris se enche de sangue e incha. E à medida que as mulheres se aproximam do umbral do prazer, a glande sai de seu esconderijo e fica tensa.

Clítoris: o tamanho importa para o prazer

O tamanho pode importar.

Em um estudo realizado pela Divisão de Uro-ginecologia e Reconstrução Pélvica do Hospital Bom Samaritano, de Cincinnati, nos EUA, em que tomaram as medidas dos clítoris das participantes e realizaram ressonâncias, concluíram que aquelas com uma glande de maior tamanho e situada mais próxima da entrada da vagina poderiam ter prazer com maior facilidade, sobretudo porque a fricção poderia ser mais acessível.

Clítoris: o tamanho importa para o prazer

Às vezes necessita descansar.

Igual ao que ocorre com os homens, uma vez passado o clímax, a maioria das mulheres necessita de descanso. O motivo é que sentem uma grande sensibilidade no clítoris após o orgasmo. Isso não quer dizer que não possam seguir desfrutando do prazer de uma penetração ou de carícias em outras partes do corpo. Mas há mulheres que podem seguir sem descanso ou com um tempo mínimo de parada. Cada uma deve descobrir suas necessidades de pausar.
Uma das maiores novidades é que também as mulheres podem ter "priapismo". Quer dizer, que tal como em homens, o órgão pode permanecer ereto por mais de quatro horas. É um fenômeno raro, geralmente causado pelo uso contínuo de anti-depressivos ou psicotrópicos.



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