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Em Pauta

Depois da vacina, continuaremos com a máscara

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 02/01/2021 07:48
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Os tempos em que usar máscara era patrimônio do pessoal que trabalha em hospitais ou de povos asiáticos, parecem muito distantes. Quem não quiser morrer de covid-19 ou matar seus parentes e amigos, não sai de casa sem usá-la. Esse pequeno pedaço de pano é uma das melhores maneiras de enfrentarmos o vírus. Mas isso não quer dizer que não desejamos tirá-las. E quando, algum dia que ainda desconhecemos, vier a vacinação, a primeira tentação será esquecer que algum dia usamos máscaras. Mas não será assim. Não tiraremos a máscara em 2021.


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Nenhuma vacina tem eficácia de 100%.

Até o momento, a vacina mais eficaz é a da Pfizer-BioNTech. Ainda que ela chegue a incríveis 95% de eficácia, não há a menor possibilidade de que chegue a 100%. Não há como saber quem se encontrará no meio os temíveis 5% dos vacinados que essa vacina não protegerá. As demais vacinas não são tão eficazes quanto a da Pfizer-BioNtech, podem ter eficácia por volta de 62%, caso da Astra Zeneca, deixando 38% sem proteção.


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O tempo entre as duas doses e depois delas.

Há um tempo necessário para receber as duas injeções. Depois da primeira injeção, a vacina da Pfizer, deve ser administrada somente 21 dias depois. Isto significa que nesses 21 dias, correremos o risco de termos a infecção. E o efeito, depois da duas doses, não é imediato. A vacina tem de trabalhar, como o resto das vacinas que conhecemos. O cálculo é que devam passar 7 dias, depois da segunda dose, para que ela seja efetiva.


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Não há vacina para 7,7 bilhões de pessoas.

Há uma terceira razão para não tirarmos a máscara depois das duas injeções. Quando tivermos alguma vacina, passará para a história como a mais rápida e massiva que o homem foi capaz de fazer e aplicar. Todavia, não chegaremos a vacinar as 7,7 bilhões de pessoas que existem no planeta. E enquanto existirem pessoas não vacinadas, haverá o risco de que o vírus siga movendo-se livremente.


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Vacina oral e nasal.

Todas as vacinas estão dando certeza de que previnem as formas graves da infecção. Garantem que não iremos para os hospitais e nem morreremos de covid-19. Mas não se sabe se elas previnem a infecção leve, aquela que nos ataca, faz sofrer, mas apenas não saímos do isolamento de nossos quartos. Mesmo depois da vacinação, é bem provável, quase certeza, de que o vírus poderá continuar vivendo em nossas bocas, narizes e faringes. Continuaríamos transmitindo a doença. Só há uma maneira de não sermos transmissores: com vacinas orais ou nasais. E eles estão longe de saírem para o mercado. Só agora, começarão os testes em humanos. Inclusive no Brasil. A USP promete começar, entre janeiro e fevereiro, os primeiros testes em humanos de uma vacina nasal.

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