ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
FEVEREIRO, QUINTA  22    CAMPO GRANDE 29º

Em Pauta

Dinheiro, dia, bolsa família... heranças da Mesopotâmia

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 31/01/2024 09:30
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Mesopotâmia era aquela faixa de terra, entre dois rios, onde hoje é a Turquia, Síria, Irã e Iraque. Foi lá que surgiram as primeiras cidades, domesticaram plantas e animais, criaram os atuais sistemas de pesos e medidas,  e nos legaram documentos, em forma de pequenos tabletes de argila, que nos permitem entender nosso passado mais distante.


Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Dúzia, horas e dias.

Devemos aos sumerianos algumas coisas como a contagem por dúzias, a hora de sessenta minutos e a divisão do dia em 24 horas. Tudo isso fazia parte de um intrincado e complexo sistema de contabilidade. Um sistema que, em algum aspecto, continua conosco até hoje. E tem outra invenção da Mesopotâmia que vem sendo disputado a unhadas entre eles, chineses e hindus: o dinheiro.


Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Dinheiro mesopotâmico.

Eles tinham uma unidade monetária denominada "siclo de prata". Um siclo de prata equivalia a um saco de cereal (era chamado de "gur" ou "bushel"). Aliás, esse termo "bushel" vem sendo usado até os dias atuais, pelos países anglo-saxões, como unidade de medida para mercadorias sólidas e secas, como a soja, por exemplo.


Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Duas rações de cevada por dia.

Um siclo era subdividido em sessenta "minas", correspondendo a uma porção de cevada - com base no princípio mesopotâmico de que todos tinham direito a duas rações de cevada por dia (certamente estão pensando nos "Bolsas Família" da vida brasileira, e estão certos). Já o dinheiro foi uma uma criação de burocratas para rastrear recursos e transferir itens entre departamentos nos templos e nos prédios públicos. Os burocratas usavam o dinheiro para calcular as dívidas - aluguéis, impostos, empréstimos - em prata. E a prata de fato circulava, mas não na forma de moedas, mas de pedacinhos não cunhados. Adam Smith as chamou de "barras brutas". O mais estranho é que a maior parte dos tesouros em prata ficaram guardados, durante milhares de anos nos mesmos armazéns. Vem daí a fama que alguns povos árabes passaram a ter de serem "mãos de vaca", não tolerarem desperdício de dinheiro.

Nos siga no Google Notícias