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01/03/2017 07:08

Economia de comunhão. Papa fala com 1.100 empresários

Mário Sérgio Lorenzetto
Economia de comunhão. Papa fala com 1.100 empresários

O Papa acolheu, no Vaticano, 1.100 representantes da Economia de Comunhão. "Estes 25 anos da história da Economia de Comunhão confirmam que a comunhão e as empresas podem crescer lado a lado. Comunhão é a multiplicação dos bens para todos. A economia de hoje precisa da alma dos empresários e da fraternidade respeitosa e humilde. É preciso compartilhar mais os lucros para combater a idolatria do dinheiro", disse Francisco.

Esse movimento privilegia a gratuidade e a reciprocidade. Procura dar emprego a pessoas que até seria dispensáveis. O lucro é relativizado. Em regra, os empresários que participam do movimento destinam um terço do lucro para investimento, outro para os pobres e o terceiro, para iniciativas sociais.

Eles argumentam que apenas 8 pessoas possuem individualmente a riqueza correspondente à metade mais pobre da humanidade. O abismo da desigualdade chega ao extremo, condena à pobreza centenas de milhões de pessoas e evidencia a iniquidade do atual sistema econômico. No Brasil, a Economia de Comunhão começou como reação à situação escandalosa das favelas que circundam a cidade de São Paulo. O objetivo é soerguer os pobres, oferecer emprego, promover a cultura do dar, em alternativa à cultura do ter.

Economia de comunhão. Papa fala com 1.100 empresários

A pomba da paz virou nazista

A pomba é o símbolo universal da paz. A alegoria da pomba branca como mensageira da paz em passagens da Bíblia. A mais conhecida é: "Então Noé enviou uma pomba. Na primeira viagem ela não encontrou nenhum lugar para pousar. Sete dias depois, foi solta novamente e retornou com um ramo de oliveira no bico". A simbologia é que estaria feita a paz entre os homens e Deus.

Da paz à guerra. A pomba mais famosa atualmente é denominada "Trash Dove" (pomba do lixo). Ela é a pomba roxa conhecida de todos que utilizam a internet, especialmente pelos usuários do Facebook. Foi criada pela artista norte americana Syd Weiler que nunca deu explicações de sua criação. Até agora, era apenas uma simpática pomba em várias situações, dançando com um gato, fantasiada de Sherlock Holmes, vestida de terno e gravata, vendo um celular... Mas a Trash Dove começou a ser usada em algo obscuro.

Várias páginas na internet associadas ao movimento de extrema-direita norte americano "Alt-right" (direita alternativa) estão ligando a pomba à águia dos nazistas. Misturaram as duas. O movimento Operation Nazi Bird" está em curso e em franco crescimento.

Economia de comunhão. Papa fala com 1.100 empresários
Economia de comunhão. Papa fala com 1.100 empresários

O islamismo extremista é filho do colonialismo europeu

A escravidão foi abolida em alguns países da África antes mesmo dos Estados Unidos. Tudo começou na Tunísia. O ano de 1846 marcou uma época de intensas reformas políticas e administrativas nesses países do Magreb africano. Chegaram mesmo a aprovar uma constituição de caráter liberal. O primeiro reformador foi o Bey (monarca) Ahmed que, além de abolir a escravidão, decretou a igualdade de todos perante a lei, independentemente de sua religião. Esse Bey fez mais, limitou seus próprios poderes e instaurou uma monarquia constitucional.

Passados menos de 40 anos esse avanço sucumbiu. A Tunísia lavrou o Tratado do Bardo com a França. O acordo representava o inicio do período colonial francês, que se prolongaria até 1956. Foram 71 anos de domínio absoluto dos franceses sobre a Tunísia. Ainda que os franceses chegassem com promessas de modernizações, como sempre acontece com projetos imperialistas, dedicaram-se à exploração do território e de seus habitantes.

Precisamente, foi esse perverso matrimônio entre a dominação e as ideias de liberalismo e progresso que engendrou uma forma poderosa de resistência ideológica: o islamismo extremista. O colonialismo não só freou o processo de mudanças internas nos países árabes-muçulmanos, mas desacreditou os conceitos vinculados à modernidade ocidental, como a democracia e as liberdades individuais. Algo parecido aconteceu em outros países como no Egito, no Irã e no Iraque.

Obviamente, essa parte da história do mundo árabe é convenientemente esquecida pela extrema direita europeia e norte americana. Mas é importante que não se esqueçam que seus países determinaram a derrocada dos valores ocidentais no mundo islâmico. E querem mudar a história jogando bombas e drones na cabeça de terroristas. Não há possibilidade de saírem vitoriosos.

 



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