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25/02/2018 08:20

Entenda o que são e como funcionam as criptomoedas

Mário Sérgio Lorenzetto
Entenda o que são e como funcionam as criptomoedas

Qualquer forma de moeda é em verdade apenas um trato, um acordo que aceitamos. É algo que se assemelha a fé. Todas as moedas, desde o tempo das primeiras chinesas, estão sob o controle de governantes. Há leis, regras e funcionários para administrá-las. As criptomoedas são como as demais. Mas há uma fundamental diferença que ninguém está contando: elas não estão sob controle de nenhum governo, de nenhuma instituição que nos dê uma mínima margem de segurança.

O despertar das criptomoedas está sacudindo os mercados. Ainda que sua origem remonte a 2008, só nós dois últimos anos passaram a ter protagonismo. Em poucos meses, os investidores, especialmente jovens que amam correr riscos alucinantes, passaram a incluí-las em seu universo de investimentos. Até o momento, nenhuma instituição aceitou controlá-las. Nenhum banco central admitiu tê-las entre seus ativos. Aceitam até a moeda da Coreia do Norte, won, mas não admitem as criptomoedas. Eles não podem estar tão errados.

Entenda o que são e como funcionam as criptomoedas

Bitcoin, a primeira criptomoeda.

Criada em 2008, por alguém que adotava o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, é descentralizada e carece de um emissor oficial. Não há alguém que se responsabilize por ela. Pode ser comprada com qualquer divisa, seja reais, dólares ou euros. Seus defensores dizem que é muito difícil de ser falsificada por ter um bom sistema de criptografia. Talvez. Mas não há sistema de segurança criptográfico que não possa ser invadido. Portanto, Ainda que difícil, pode ser falsificada como qualquer outra moeda. Para ser comprada não há necessidade de revelar a identidade do comprador. Se de um lado, garante a privacidade, de outro, facilita o narcotráfico e outros crimes.

Hoje, muitos narcos estão investindo pesado nas bitcoins.  Segundo o JP Morgan, as criptomoedas alcançaram uma capitalização global de US$ 400 bilhões. Desse montante, US$142 bilhões estão alocados nas bitcoins.

A principal característica das criptomoedas é a extrema volatilidade. O preço mais elevado foi atingido em 17 de dezembro, quando uma bitcoin chegou a valer US$19.535. Foi quando muitos começaram a falar em bolha. Outros em pirâmide. Pouco importa a designação, o que é importante saber que elas não são minimamente seguras e são extremamente voláteis. Do 17 de dezembro para cá, elas viram perder valor considerável. Foram ao patamar dos US$ 6 mil.

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Etherum, os contratos virtuais sem controle central.

A diferença com a bitcoin, o Etherum é um contrato. Não deixa de ter uma face de moeda, mas é algo escrito e não tão transacionável como as bitcoins. Fácil de entender: você pode comprar um contrato de 100 cabeças de boi. Assim como pode comprar 100 Etheres.
Foi proposto por Vitali Buterim, um desenvolvedor de criptomoedas. Sua criação foi conseguida graças a uma plataforma de financiamento coletivo que começou em agosto de 2014. O funcionamento é devido a uma máquina virtual denominada Ethereum Virtual Machine e emprega como moeda o ether.

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Ripple, as redes abertas.

Essa é a terceira moeda em capitalização. O JP Morgam diz que está capitalizada em aproximadamente US$30 bilhões. A diferença da bitcoin é que se baseia em uma rede de confiança aberta. Os próprios participantes decidem seu futuro. Ainda que com novas roupagens, é filha do democratismo anárquico mais antigo. O Ripple seria a moeda dos sonhos de um Bakunin.



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