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Em Pauta

Inspire, expire: onde mora a ômicron

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 24/01/2022 11:26
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Na respiração, como em tudo na vida, os números dão vertigem, soam irreais. Cada vez que respira, você exala cerca de 25 sextilhões de moléculas de oxigênio essas moléculas entram livremente pelas aberturas no rosto conhecidas como narinas. A partir daí, elas passam pelo espaço mais misterioso da cabeça, as fossas nasais. Proporcionalmente ao resto da cabeça, as fossas nasais ocupam um vão enorme, e ninguém sabe dizer ao certo por que.


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Mistério, as estranhas fossas.

As fossas nasais são estranhas. São espaços cavernosos em tua cabeça. Teríamos lugar para muito mais matéria cerebral se não precisássemos devotar parte tão grande da nossa cabeça às fossas nasais. Esse espaço não é um vazio completo, e sim permeado por uma rede complexa de ossos, que de algum modo ajudam na eficiência respiratória. É o que acreditam, mas não sabem bem. As fossas são tão desconhecidas que não tem médico para tratar de alguma doença que resolva morar nesse espaço. Mas sabemos que a ômicron "gosta" das fossas nasais.


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Um parêntese.: O caso  do nariz mangueira.

Chegará o inverno. Nele, é comum aparecer o nariz mangueira. O nariz que escorre no frio pelo mesmo motivo que a água escorre das janelas em teu banheiro. No caso do nariz, o ar quente deixando os pulmões encontra o ar frio entrando pelas narinas. Esse choque de ar quente com frio se condensa, resultando no pinga-pinga.


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Como matar a f da p chamada ômicron.

O morador urbano inala cerca de 20 bilhões de partículas estranhas todo dia - ômicron, pó, pólen, esporos, poluentes industriais - seja o que estiver flutuando no ar. Alguns te deixam bem doente. Mas saiba que teu corpo fez doutorado no combate a esses caras invasores. Se a partícula for grande, o corpo espirra ou tosse, e adiós desgraçado invasor. Mas se for pequena....


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Cacetada na ômicron.

Se o invasor for pequeno, é muito provável que fique preso no muco que reveste suas narinas, a famosa meleca. Essa gosma tão mal afamada é super eficiente em prender e matar invasores. A segunda linha de defesa fica nas fossas nasais. Se o miserável invasor, ultrapassá-la, terá de enfrentar uns remadores melhores que qualquer campeão mundial de remo. São os brônquios de teus pulmões. Eles são formados por milhões de epitelios ciliados que atuam como remos. Remam furiosamente dezesseis vezes por segundo e rechaçam os invasores de volta para a garganta. Se não conseguirem se fixar nas paredes da garganta - causando a famosa "dor de garganta" - os invasores serão desviados para o estômago. Lá, terão uma morte rápida, dissolvidos pelo ácido clorídrico.


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A ômicron mais fodônica.

A luta da ômicron em nosso corpo tem quase tudo para ser uma batalha perdida. Todavia, algumas dessas variantes conseguem ultrapassar todos as barreiras. Mas nosso corpo tem um cara super eficaz e especializado : o macrófago alveolar. Ele tende a vencer a batalha final devorando a ômicron. A despeito de tudo isso, ocasionalmente alguns invasores passam e nos deixam doentes. A vida é assim, claro. É por causa dessa minoria que passa por todas as barreiras que devemos usar máscara. Quem não usar, deve ser masoquista, gosta de sofrer, de ter dores. Ou kamikaze, esperando um exército japonês para se inscrever para o suicídio.

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