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Em Pauta

Jovem e negra, sem elas o país seria derretido

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 04/03/2024 07:45
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Se sempre foi dito que o Brasil é um país machista hoje é necessário revisar esse velho preconceito. Não que tenha ocorrido um milagre. O país segue dominado pelos cânones masculinos mais rançosos. Mas algo está mudando. Algumas nuvens do passado estão entrando em crise.


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A ciência tenta explicar a diferença.

A neuropolitica está tentando explicar as diferenças de pensamento e comportamento entre homens e mulheres jovens. Estão estudando a interseção entre cérebro e política. Enquanto os homens jovens revelam uma dose dupla de ambição e assertividade, as mulheres, por possuírem maior quantidade de oxitocina em seus cérebros, as inclinam a políticas sociais e à defesa de direitos sociais. Nada menos de 54% das mulheres brasileiras defendem direitos sociais. Entre os homens jovens, esse número é de apenas 37%. A diferença é abismal.


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Apesar das instituições.

Não é segredo que o discurso da esquerda brasileira está vinculado ao direito das mulheres e das negras. Papo furado, nada fazem em prol delas. Apenas distribuem alguns carguinhos, de importância irrisória. Já pela direita, não há discurso e nem política. As instituições nacionais nem se lembram que as mulheres jovens e negras existem. Há pouco, vimos nossa desembargadora Jaceguara da Silva ser preterida por um homem, sem sequer oferecerem desculpas. No Congresso, elas são apenas 17%, enquanto a média mundial é de 26%.


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Elas carregam o Brasil nas costas.

Mas a questão fundamental não está em cargos na inútil Brasília. Mora nas periferias das cidades. Nada menos de 90% das mães solo são negras. O número é estrondoso, 11 milhões de mulheres criam seus filhos e filhas sozinhas, sem um pai e, muitas vezes, sem ninguém para ajudá-las. Entre elas, 72% não tem rede de apoio próximo. E tem mais, 50% delas não tem ensino superior ou médio. E, segundo a FGV, as mães solo negras tem rendimento de 39% menor que as demais mães solo. Creio que não li ou esqueci: para o que servem esses ministeriozinhos que se arvoram em defesa de mulheres e de negros? Meros cabides, fraquíssimos cabos eleitorais.

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