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Em Pauta

Um salto extraordinário no MS: de 5 indústrias para mais de 5.000

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 08/07/2026 07:00
Um salto extraordinário no MS: de 5 indústrias para mais de 5.000

O Mato Grosso do Sul possui aproximadamente 5.500 indústrias ativas. Foi um salto extraordinário ocorrido nos últimos anos, partimos de tão somente cinco indústrias em 1.909. Os dados do Censo Industrial desse ano atribuem a existência de três indústrias, mas ele é falho, em verdade, existiam outras duas cadastradas.


Um salto extraordinário no MS: de 5 indústrias para mais de 5.000

O Censo de 1.909.

O Arsenal da Marinha, em Corumbá; a gigantesca Companhia Matte-Laranjeira, na fronteira com o Paraguai e uma charqueada em Miranda, são as indústrias que o Censo de 1.909 garante terem existido. Mas esse mesmo Censo diz que teve dificuldades para coletar os dados, era errado mas honesto. A charqueada de Miranda tinha uma capacidade de abate de 20 mil reses anualmente. Pertencia a uma empresa uruguaia, recém-criada. A produção era voltada para o Rio de Janeiro e o norte do Brasil. A história da Matte-Laranjeira é sobejamente conhecida. Muito escrevi sobre sua importância. Existem centenas de documentos sobre ela guardados na Faculdade de História de Dourados. Desconfio que não existam documentos sobre a indústria instalada na Marinha de Corumbá. Nunca vi um só papel ou estudo sobre sua produção.


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A charqueada de P.Murtinho e a Siderurgia de Corumbá.

As duas empresas não constam nesse Censo eram uma enorme e famosa charqueada em Porto Murtinho e a empresa siderúrgica em Corumbá. O manganês e o ferro do Maciço de Urucum tinha suas reservas avaliadas em 30 milhões de toneladas, em 1.907, data do inicio da exploração Estavam redonda e quadradamente errados. Esse maciço tem mais de 3 bilhões de toneladas de minério de ferro e 30 milhões de manganês. Uma empresa belga, a “Compagnie de l ‘ Urucum”, tinha recebido a concessão para explorar essa riqueza. Por outro lado, a charqueada de P.Murtinho, estava instalada na Fazenda Barranco Branco e abatia 90 mil reses por ano, muito maior que a de Miranda, essa fazenda, era em verdade, um povoado tão grande que concorria com o que conhecemos hoje como a cidade de P.Murtinho.


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A riqueza extraída do solo.

Esse censo, e alguns estudos históricos, dessa época tem outro problema: ao mesmo tempo que nos informa sobre a extração de ferro e manganês em Corumbá, nada diz sobre a extração de outras riquezas. Esquecem da “Coxim Gold Dredging Co.” que dragava os rios próximos a Coxim, para retirar ouro. Também esquecem da “riquísssima” extração de mica em Miranda. E ainda de platina, safira, calcário e sal - todos no Pantanal. Todavia, sabemos apenas da existência dessas extrações…. e nada mais.

 

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