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Em Pauta

Mulheres no campo

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 16/09/2013 07:15
Mulheres no campo

DINHEIRO E CUSTO HUMANITÁRIO...

Teremos em breve mais um capítulo da guerrilha entre índios e fazendeiros. Rezo a Deus para que não ocorram mortes e nem feridos. A pergunta que deve ser feita é: comprar terras de fazendeiros para doá-las a brancos e negros pode, é legal, todos ganham (menos o cofre da União), todos ficam felizes. A legislação permite e promove e esta pode ser uma interpretação da lei. Para os vermelhos-índios não pode? Aliás, nada pode. Só sacolão é bem visto. Historicamente, a União quase nada faz em prol dos indígenas, apenas um pífio e ineficaz tratamento de saúde.

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PRECONCEITO LEGAL...

Leis, atitudes, costumes, hábitos são clara e inequivocamente eivados de preconceito racial. Para que não paire dúvida – a lei que impede a aquisição de terras para doar aos índios é um papelucho obsoleto e preconceituoso que deve ser abolida. Qual lei está acima, a que proíbe pagar pelas terras quando doadas a indígenas ou a que proíbe preconceito racial?

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NÃO SERIA CRIME HEDIONDO?

Creio que a modernidade e a Constituição pendem para abolir o preconceito. Aliás, preconceito não se aproxima do conceito de “crime hediondo”? Talvez seja um trabalho de fôlego para a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e para o Desembargador Sérgio Martins – responsável pelos estudos acerca dos conflitos indígenas e fazendeiros no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Seria muito barato. O custo humanitário seria saldado.

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AH, TAH...

E o restaurante tão aguardado pelos campo-grandenses não veio. O Outback, um dos restaurantes mais descolados, ainda não tem data para funcionar em nossa Capital.

Problemas com o prefeito, comentam alguns. Desta vez não corresponde à verdade.

O Outback não aceita franquia. É uma joint venture e tem como padrão uma metodologia diferenciada para expansão. A diretora de RH, Patrícia Queijo, explica que privilegiam seus próprios funcionários para abrir novos restaurantes. Diz que em torno de 60% da rede é comandada por ex-funcionários. Os demais têm larga experiência em restaurantes ou na área de diversão onde se inclui a hotelaria. Patrícia Queijo também afirma que o investimento exigido dessas pessoas é muito baixo, em torno de R$ 60 mil e a empresa gasta de R$ 4 a R$ 5 milhões para a instalação de um só restaurante. Os administradores recebem R$ 10 mil por mês e uma participação no resultado da unidade que administra.

Todavia, a esperança não morre. O Madero (Madero mesmo e não Madeiro – a referência é argentina – Puerto Madero) se propõe a ser o maior concorrente do Outback. Esse restaurante curitibano abrirá 20 novas portas neste ano só em São Paulo, como o Outback, este também não aceita franquia. O seu diferencial está nos sandwiches, anunciados como os melhores do mundo. E são mesmo!

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PIZZA FRESCA...

Zé Dirceu e companhia na cadeia. Só se for cadeia-mansão! Não ficarão com os comuns-mortais. Custarão uma fortuna a União. Imaginem o show de aviões, helicópteros, caminhões e carros blindados levando-os para a cadeia comum por pouco tempo. Dinheiro escoando... gasto e mais gasto. Depois de algumas semanas ou meses... todos esquecerão. Mais gastos para promover o esquecimento. O sistema legal brasileiro eterniza os julgamentos, assemelha-se ao sistema dos EUA para pena de morte. Mais gastos, despesa em demasia.

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VÃO!

A pergunta pode ser tola, mas a intenção é correta: será que não dá para fazer uma lei que faculte, eles que resolvam, a toda essa turma ir por livre arbítrio viver em liberdade no Haiti ou Afeganistão? Nunca mais pisar no Brasil nem com cirurgia plástica facial e mudança de nome? Lembrem-se: o PCC nasceu dos ensinamentos de presos políticos de esquerda aos presidiários comuns. Custa muito caro combatê-los. Vai custar caro, mais do que custou até agora.

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ESSAS MULHERES...

Não basta convidar as mulheres para o baile! A dança deve ser boa. Empresas de ponta no país já perceberam que ter mulheres em suas equipes é insuficiente. Tem de dar oportunidade para elas ascenderem ao poder ou para ocupar postos importantes. Nas melhores empresas brasileiras, elas ocupam 41% dos cargos de chefia. Eram 11% há 20 anos. Nas empresas premiadas, há políticas específicas para a ascensão feminina. A Alcoa é uma das melhores. Essa empresa trabalha com mineração e indústria pesada. Até pouco, era um gueto de homens. Criou uma rede de relacionamentos para atrair mulheres para a empresa e prepará-las para assumir cargos de chefia. Os recrutadores de novos funcionários só podem apresentar suas listas com pelo menos a metade contendo nomes de mulheres. Também criou o Projeto Sintonia – engenheiras da Alcoa vão às escolas e mostram como é possível trabalhar com engenharia. Há, ainda, sala de amamentação com poltrona adequada e geladeira para guardar o leite. Além de tudo isso, faculta às funcionárias acréscimo de dois meses na licença-maternidade.

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E POR AQUI...

Há empresas em Mato Grosso do Sul que também privilegiam a mão-de-obra feminina. Entre elas, a Odebrecht, que tem 17% do quadro de funcionários preenchido por mulheres como a ex-camareira Judite Alves de Carvalho. Aos 49 anos, ela é a provedora principal da família, que sustenta por meio do trabalho desenvolvido à frente de uma das mais modernas colheitadeiras de cana-de-açúcar do mercado. A responsabilidade pelo comando do equipamento era um sonho antigo, quando ainda atuava em um hotel no município de Deodápolis. Judite traduz de forma serena o impacto que o trabalho representa para ela, a família e a cidade onde mora. “Vejo-me como uma pessoa vitoriosa, pois há pouco tempo atrás era camareira. Não deixo faltar nada para minha família, e na cidade contribuo pagando corretamente os impostos”, pontua.

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DE OLHO NELAS...

O aproveitamento da mão-de-obra feminina em atividades típicas masculinas, como a operação de máquina agrícola, sempre foi a realidade da Odebrecht em Mato Grosso do Sul, desde a instalação, em 2008. A primeira aquisição ocorreu na cidade de Rio Brilhante com a Unidade Eldorado. Também em 2008, começaram os trabalhos de construção da Unidade Santa Luzia, localizada em Nova Alvorada do Sul. Há oportunidades iguais para homens e mulheres em todas as unidades e a mecanização da colheita da cana-de-açúcar representaram a eliminação de obstáculos para a participação feminina na atividade. A igualdade de gênero é estendida ao registro profissional. Não há diferenças salariais entre homens e mulheres. O que diferencia a remuneração é a capacitação dos trabalhadores, formação e maturidade, segundo a assessoria de imprensa da Odebrecht.

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FIRMEZA NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA...

E ver uma mulher operar uma colheitadeira poderia soar como ousado até pouco tempo. Menos para a ex-dona de casa Rosangela Rodrigues, que tem 28 anos. “ Entrei na empresa como auxiliar de produção agrícola. Depois de 2 anos, surgiu a oportunidade e fui promovida a operadora de máquina”. Em janeiro de 2014, ela completa 12 meses na atividade e, mesmo tendo passado pouco tempo, já “colhe” na vida pessoal, os resultados do trabalho para ela e a comunidade. “Sinto-me realizada nessa conquista. Hoje, sou um exemplo para família por ter conseguido realizar esse sonho e na cidade contribuo no sentido sócio-econômico pelo fato do consumo diário, favorecendo o comércio local”.

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CRESCER...

Crescimento pessoal, impacto positivo na vida familiar e fortalecimento da cidade também agradam Crenilda Santos Oliveira, 34, que não havia imaginado fazer o caminho de um restaurante em Deodápolis à cabine de uma máquina agrícola. “Antes, não tinha pretensão em trabalhar com máquinas agrícolas. Tinha um desejo enorme de entrar na organização Odebrecht. Fiquei sabendo das vagas para operadora, então mandei currículo, fui entrevistada, fiz o teste e passei. Então, fui contratada e encaminhada para escola de treinamento voltado somente a operação de máquinas”. No resumo frenético da vida profissional, a Cremilda aponta que vai prosseguir e quer mais. “O meu interesse de me aperfeiçoar a cada dia”, avisa.

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PODEROSA DO AGRONEGÓCIO DE MS!

As empresas privadas não estão entre as únicas que notaram a sagacidade das mulheres. À frente da Seprotur (Secretaria da Produção e do Turismo), Mato Grosso do Sul temos Tereza Cristina Corrêa da Costa, que contribui para o fortalecimento e consolidação do agronegócio do Estado. A posição está entre as mais estratégicas do governo sul-mato-grossense.