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Em Pauta

Nova pesquisa: a morte passa a ser tratável e reversível

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 05/08/2022 07:45
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Neurocientistas e médicos da Universidade de Yale, nos EUA, conseguiram recuperar parte das funções do cérebro de um porco que havia sido sacrificado há quatro horas. Essa mesma equipe, na semana passada, repetiu o sucesso, mas não só no cérebro e sim em todos os órgãos vitais de vários porcos que estavam mortos há uma hora. Criaram um super sangue sintético que reverteu a morte celular. Essa nova pesquisa suscita uma pergunta: qual é o momento da morte?


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A morte deixou de ser quando o coração para.

Depois da ultima batida do coração se desata uma cadeia de acontecimentos: a falta da circulação sanguínea (isquemia) determina a ausência de oxigênio e outros elementos essenciais, promovendo a morte celular, dos tecidos, órgãos e, enfim, do organismo inteiro. Na pesquisa de Yale, os cientistas provocaram uma parada cardíaca em dezenas de porcos que estavam anestesiados previamente (para não sofrerem). Depois de uma hora sem circulação sanguínea, quer dizer, mortos, foram comentados a um sistema de líquidos - chamado OrganEx - e estudaram células e tecidos desses porcos "ressuscitados".


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Células e até órgãos "ressuscitados".

Os cientistas descobriram que certas funções celulares chaves estavam ativas em muitas áreas do corpo e, inclusive, que algumas funções dos órgãos tinham sido restauradas. O mais incrível foi ver que neurônios e astrócitos de duas regiões do cérebro recuperaram seu estado prévio à isquemia, "ressuscitaram". Também detectaram atividade elétrica no coração, que voltou a contrair-se. E mais, viram que os órgãos tinham voltado a tomar a glicose existente no OrganEx, o líquido experimental. Comprovaram que a nível genético, a maquinaria celular tinha voltado a se colocar em marcha.

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