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Em Pauta

O conflito bélico na Ucrânia terá enorme repercussão no Brasil

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 28/01/2022 08:16
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

A história demonstra que ao longo dos séculos manejaram todo tipo de pretextos para desatar conflitos e que suas consequências são impossíveis de imaginar e de controlar. A guerra se avizinha na Ucrânia. De um lado, as forças da OTAN -  a velha aliança entre EUA e Europa Ocidental forjada nos tempos da guerra fria. Acaba de ser formalizada a aliança entre a Rússia e a China, no polo oposto, também se preparando para o conflito armado. O momento é descrito pelas duas como de "perigo". A principal pergunta que deve ser colocada é: o Brasil seria arrastado para a guerra?


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Mais uma guerra pelo petróleo. Gasolina a R$10 por litro?

Não se equivoquem, essa é mais uma guerra pelo domínio do petróleo e de seus meios de transporte. A Crimeia e o porto de Senastopol são as regiões chave nesse embate. A Rússia cedeu a Crimeia para a Ucrânia em 1954. Em 2014, um plebiscito aprovou, por 96% dos votos, a adesão dessa região à Rússia. A Ucrânia e os países da OTAN nunca aceitaram o resultado desse plebiscito, está em jogo o transporte de petróleo e gás para todos os países da Europa Ocidental. Fato pouco divulgado, a Rússia é a segunda maior produtora de petróleo do mundo. Com a produção de 11 milhões de barris diariamente, só perde para os EUA, que produzem 15 milhões. Com o preço do barril chegando a estratosféricos 100 dólares, é óbvio que se o conflito bélico ocorrer, chegaremos mundialmente a preços inimagináveis. Gasolina a R$ 10 por litro será um preço plausível, apenas como elucubração.


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Estouro no preço do milho, cevada e, principalmente, fertilizantes.

Tanto a Rússia como a Ucrânia são grandes exportadores de grãos e uma potencial confrontação bélica teria graves consequências sobre os preços dos alimentos, que estão a um passo de seus máximos históricos. Os dois países somam a terceira parte da exportação mundial de trigo, segundo os dados da FAO. Teríamos o pão nosso de cada dia, virando pão nosso de cada semana? Essa guerra causaria um curto-circuito nos mercados agrícolas. A Ucrânia produz 39 milhões de toneladas de milho, abastece metade da Europa. Acaba de assinar um tratado com a China, desviando parte importante dessas exportações. A Rússia é a maior produtora de cevada do mundo com quase 18 milhões de toneladas anuais. Mas o maior impacto seria nos preços dos fertilizantes. A Rússia, maior produtor mundial, dispõe de 15% dos fertilizantes do mundo. Sua parceira China dispõe de 10% e a Bielo Rússia, sua aliada incondicional, de outros 7%. Teríamos um apagão de mais de 32% dos fertilizantes mundiais.

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