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Em Pauta

Pobreza extrema: até 150 milhões de pessoas serão jogadas nas ruas

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 05/06/2021 08:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

O quadro é desolador. Segundo o Banco Mundial, entre 110 e 150 milhões de pessoas no mundo serão jogadas nas ruas. Esse triste vaticínio, feito no final do ano passado, parece que estava correto. Mas há outra afirmação do banco que não deu certo. Afirmou que os países com forte produção agropecuária não sofreriam tanto como os de matriz industrial. Pelo menos no Brasil, não é o observado.


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Mais 11 milhões de pessoas na pobreza extrema.

Os dados sobre a recente mobilidade social são limitados no Brasil. Todavia, os poucos dados mostram que a fome e a pobreza extrema voltaram a açoitar milhões de famílias no país. Segundo a FGV, a desaceleração econômica unida à interrupção e decréscimo do auxílio econômico governamental jogou milhões de brasileiros na pobreza extrema. Em 2019, o Brasil tinha 24 milhões de pessoas - 11% da população - vivendo com menos de R$ 246 por mês. Esse número ascendeu a 35 milhões de pessoas - 16% da população. Parte significativa foi viver nas ruas.


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A classe C está sendo empurrada para a rua.

Enquanto Brasília - a cidade de outra galáxia - discute CPI, obras para parlamentares e desfaçatez de ex-ministro da Saúde, a classe C está sendo jogada nas ruas. Muitos dos novos moradores de rua chegam sem saber o que fazer. Chegam a passar dois dias sem alimentação alguma. O perfil dos novos moradores de rua é totalmente diferente do que já estavam nas ruas.


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Educados, tristes e desmotivados.

Nunca viram um cigarro de maconha. Estavam empregados há anos. São famílias que recebiam entre R$2.000 e R$3.000 por mês, que repentinamente viram as empresas onde trabalhavam fecharem as portas. A maioria trabalhava no setor de serviços (bares, lojas, hotéis e restaurantes). São casais com dois filhos, em média. As crianças estavam estudando em escolas. E viviam pagando aluguéis. Passaram a viver nos raros albergues.


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A situação mais crítica é a das mães.

Os albergues brasileiros foram criados para homens. Até a pandemia, as mulheres eram raras nesses abrigos. Agora, a organização tradicional dos albergues está levando as mães à total desesperança. Com as escolas fechadas, não tem onde deixar seus filhos. Assim, não podem sair do albergue para procurar trabalho. Nem catar latinhas, uma das fontes mais raquíticas de arrumar uns trocados, é possível. São aproximadamente 11 milhões de novos moradores de rua ou que para ela irão brevemente.

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