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Em Pauta

Proibir a pesca do pintado é meia medida, e as margens?

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 14/06/2022 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Os órgãos públicos ambientais do Mato Grosso do Sul e do vizinho Mato Grosso estão em pé de guerra com o Ministério do Meio Ambiente. A causa da revolta é a proibição da pesca do pintado à partir de novembro de 2022. Em ano eleitoral, nada se cria, nada se move, nada se proíbe, reza a sabedoria dos espertalhões da política. A demagogia paira sobre os cérebros de burocratas dispostos a tudo para permanecer no poder. O argumento dos órgãos ambientais dos dois Estados é de que não houve estudo científico que demonstrasse a necessidade da específica proibição de pesca do pintado.


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Dezenas de estudos mostram a proximidade da extinção da vida aquática.

Há muitos anos os pesquisadores vêm lutando contra a pesca na quase totalidade dos rios brasileiros. Os rios do MS e do MT não são exceções, pelo contrário, apresentam péssimas condições para a manutenção da vida aquática. Entendam a preservação da vida aquática como o crescimento do estoque de peixes, alimentos para a sobrevivência de qualquer espécie e, especialmente, os perigos decorrentes da devastação das margens dos rios e a excessiva pulverização de agrotóxicos em suas proximidades. Todos sabem que os rios dos dois Estados estão em situação de enorme gravidade.


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Seca e fome nos rios.

O Pantanal enfrenta a maior seca em cinquenta anos. A notícia está em todos os jornais. Também enfrenta as mudanças decorrentes da queda da pecuária, substituída pela agricultura. E ainda tem de ressurgir das cinzas após queimadas devastadoras, ano após ano. E ainda querem "estudo científico" para a pesca do pintado? Não existe um só pescador - amador ou profissional - que não tenha conhecimento da "cientificidade" da vertiginosa queda dos estoques do pintado...... e das demais espécies. O argumento das dois órgãos encarregados dos cuidados ambientais no MS e no MT não passam de mentiras obtusas e demagógicas. Melhor seria desfraldarem faixas e cartazes com os dizeres: "preservem nossos bem remunerados cargos".

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