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Em Pauta

Querida, enviei as crianças pelo correio. A confiança no serviço

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 09/11/2020 06:28
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Pela primeira vez, todos os brasileiros acompanharam a apuração das eleições norte-americanas. Foi como uma Copa do Mundo de futebol. Mas todos unidos em duas emoções e não em só uma. A torcida pró Biden e a que desfraldava a bandeira de Trump. Mas as dificuldades para entender as várias legislações e organizações eleitorais fizeram o brasileiro sofrer....e pesquisar a novidade. A primeira surpresa para muitos, foi perceber que a eleição nos EUA é indireta. Um colégio eleitoral é quem escolhe o presidente. A outra surpresa, é escolher um candidato pelos correios. E essa possibilidade de votar pelos correios tornou-se o cerne da nova disputa para escolha do presidente. Trump está contestando a lisura do voto pelos correios. Está colocando em xeque um dos serviços mais respeitados pelos norte-americanos.


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De grande arma da independência ao primeiro acordo.

Uma das principais armas dos norte-americanos que se revoltaram - e fizeram guerra - contra os ingleses foi a organização de um eficiente sistema de comunicações. Montaram entrepostos de troca de cavalos para os emissários das ordens de batalhas, que permitiu aos rebelados sempre estar à frente nos campos de batalha. Venceram e expulsaram os ingleses do território norte-americano. Esse sistema de troca de informações passou a ser denominado de correios e nasceu com a marca do heroísmo. Os "carteiros" eram heróis. Tão importante que foi parar no primeiro artigo da Constituição.


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Usam os correios para tudo, até para enviar crianças.

Quem cuida dos correios nos EUA é a UPS (Serviço Postal dos EUA), que emprega 500 mil pessoas. E faturou mais de US$71 bilhões. Usam os correios para tudo. Principalmente para entrega de cheques. Mas, no passado, chegaram a entregar crianças.


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Querida, enviei as crianças.

Em janeiro de 1913, os correios dos EUA criou um novo sistema, passava a aceitar encomendas mais pesadas. Antes desse novo serviço só aceitavam encomendas com menos de 1,8 quilos. Poucas semanas após a criação do novo serviço, um casal de Ohio chamado Jesse e Mathilda Beagle, enviou o filho James, de apenas 8 meses, até a casa de sua avó, a poucos quilômetros de distância. Pagou apenas quinze centavos (4 dólares, em valores atualizados). Os pais inclusive colocaram o bebê no seguro, caso os correios o perdessem. Se isso acontecesse, receberiam 50 dólares (um mil e trezentos hoje em dia). Há mais detalhes. O menino foi "selado" no casaco. Foi taxada como carga animal, cobraram o mesmo preço do envio de um frango.


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Não é negligência e sim confiança nos correios.

É difícil de aceitar, mas os historiadores - norte-americanos, é óbvio -, não entendem que o caso do menino James (e de outras sete crianças) não é um caso de negligência paterna. Para eles, só mostra o quanto a população dos EUA dependia - e ainda depende - de seu serviço postal e como confiam nele. A ponto, até, de mandar um bebê pelo correio.

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