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Em Pauta

Scanner de corpo inteiro para prevenir enfermidades?

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 25/11/2023 06:45
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Meio mundo está perguntando se vale a pena se submeter a uma ressonância magnética de corpo inteiro para prevenir o futuro. É o debate médico da moda. A promessa é observar tumores, aneurismas cerebrais e enfermidades degenerativas - como a esclerose múltipla - em um estágio muito precoce. Assim, seria possível passar por procedimentos e intervenções antes do agravamento de problemas de saúde.


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Gigantes batem à porta.

Neko Healh e Prenuvo são as duas maiores empresas desse setor da economia. Neko foi criada com o aporte de US$ 65 milhões. Prenuvo é ainda mais rica. Levantaram US$ 70 milhões para seu funcionamento. Suas filiais estão se espalhando pelo mundo. A última jogada mercadológica foi a aliança entre a moda e a medicina. Na Semana da Moda de N.York as modelos publicaram seus desfiles com ressonâncias magnéticas de corpo inteiro. Só a Neko tem uma fila de espera para esse exame de 11 mil pessoas. Está explodindo e bate às portas do Brasil, dizem seus diretores.


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Incredulidade e ceticismo de oncologistas.

Um oncologista consultado, diz que não entende porque uma pessoa sadia deve passar por um procedimento longo, e às vezes desagradável, sem uma indicação clínica que o justifique. Esse exame pode demorar 40 minutos sem a pessoa se mexer. Argumenta que já viu casos de pessoas que fizeram checkup como esse e, depois de três meses, estavam com um tumor crescido. Coloca a questão: qual seria a frequência desses exames para estar tranquilo - dois, três, ou quatro anos?


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A probabilidade de exames preventivos de corpo inteiro.

Outro oncologista diz que esse tipo de exame só tem eficácia quando feito em partes do corpo. Discorda da utilização de ressonância de corpo inteiro. "Me parece a enésima manifestação de consumismo", diz o médico. Mas os números são medianamente favoráveis aos exames. Uma meta-análise de 2022 que estudou cinco mil pessoas sadias submetidas aos exames concluiu que 16% eram falsos positivos. Mas em 32% dos pacientes foi detectado alguma "anomalia clinicamente relevante", diz a pesquisa. Não é um percentual a ser desconsiderado, mas também não é um decisivo número indicativo da ressonância. Meio termo, indefinição. E segue a moda...

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