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Em Pauta

Sob a sombra do vulcão, nasce o ambientalismo na Roma Antiga

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 26/10/2021 06:40
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"Se respeitarmos a natureza, ela nos proverá", garantia Plinio o Velho, em Nápoles, no Império Romano. Não resta dúvida, Plinio o Velho foi o grande nome da preocupação com o meio ambiente, em seus primórdios ocidentais (no Oriente é outra história, e outra coluna, que ainda será escrita). Estava muito adiante de seu tempo quanto à natureza. Acreditava que cavar muito profundamente, em busca de metais, podia provocar terremotos. É a mesma preocupação que os norte-americanos têm hoje com o "fracking", a fraturação hidráulica, em busca de gás e petróleo.


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Morreu de curiosidade... e humanismo.

Gaius Plinius Secundo, Plinio o Velho, nascido no ano 23 e falecido no 79 é a vítima mais famosa da erupção do Vesúvio e da curiosidade ambiental. Comandante de uma frota de navios estacionada em Nápoles, Plinio saiu em resgate da população afetada pelo erupção do Vesúvio. Enquanto todos fugiam, Plinio socorria.  Grande naturalista, também queria ver de perto esse fenômeno. Morreu na praia de Estabes, na baia de Nápoles, seguramente pela atmosfera irrespirável causada pelo vulcão.


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Uma enciclopédia com 37 livros.

Plinio o Velho não parava de ler e escrever. Era um viciado, não parava nem durante as refeições. Também quase não dormia. Dizia que estar vivo era estar acordado. E foi com essa abnegação que escreveu sua gigantesca "História Natural". É considerado o maior influenciador de nomes com a envergadura de Voltaire, Montaine, Sigmund Freud e muitos pensadores mais.


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Elefante adora a glória.

Todo o saber ocidental da época, sobre a natureza, está descrito na "História Natural". Trata da Lua e de um inseto com a mesma preocupação. Há estudos saborosos. Diz que o elefante gosta do amor e da gloria e teme ratos, que os castores cortam seus próprios genitais quando se sentem em perigo. Também há histórias inesquecíveis. Aminclas, uma pequena cidade no Tirreno foi destruída por uma invasão de serpentes... talvez fugitivas de um incêndio. O homem destrói a natureza, ela se volta contra seus destruidores. Há histórias de maluquices com o dinheiro. Em Roma, um pequeno salmão chegava a custar 8.000 sestercios, uma gigantesca fortuna. Não era muito diferente de um ouriço do mar.


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Ostras tristes.

Minha predileta é a história das ostras. Plinio, quando as descreve, diz que algumas são pequenas porque estão tão tristes devido à obscuridade do fundo marinho que comem menos, dai seu tamanho reduzido. Ele já percebia a relação entre emoções e alimentação.


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Influência sobre Freud.

Os romanos acreditavam que os sonhos mereciam grande consideração, pois podiam ter relação com a vida acordado. Os mais importantes eram os sonhos com a mãe, segundo Plinio o Velho. Foi ensinando seu sobrinho, Plinio o Jovem, que este resolveu escrever um guia dos sonhos fundamental, em cinco volumes, denominado "Da Interpretação dos Sonhos". A obra exerceu influência decisiva sobre Sigmund Freud, que a leu antes de escrever a "Interpretação dos Sonhos" em 1899.

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