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Em Pauta

Superman gay? As figuras são Cry Macho e Velhinho Radiante

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 07/11/2021 09:41
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Capitão América foi criado para combater nazistas. Batman, para liquidar a máfia. Superman para lembrar a humanidade de nossa inferioridade, frente a extraterrestres. Há muitas décadas, muitos interrogavam a orientação sexual do homem que veio de Kripton. A roupinha, a capinha e seu gestual, levantavam suspeições. Estava esquecido, suplantado por Wolverine, Homem Aranha e pelo sensacional Coringa. Em uma trama de marketing, Super Homem reaparece para faturar com uma nova identidade - vai para a cama com homens e mulheres. Pura jogada propagandística para tirá-lo de alguma catacumba. Três linhas foram gastas para um debate que não merece meia palavra.


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Um velhinho inclassificável.

Clint Eastwood tem 91 anos. Ao mundo intelectual sério e à alta cultura sempre produziu incômodo. Já faz tempo que não se pode menosprezá-lo. Desde seu tempo de pistoleiro nos faroestes de Sérgio Leone, a mim me parece obras mestras. Mas à partir de filmes como "Bird", sua figura começou a alçar voos elevadíssimos. Cresceu em sofisticação, solvência moral e política. É um republicano confesso que combate as armas e a dimensão injusta e desumana da política internacional. Não é um intelectual e nem um moralista. Eastwood, agora, apresenta seu "Cry Macho".


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Cry Macho e o velhinho radiante.

Eastwood sempre foi pródigo nos bofetões. Em Cry Macho só há um, muito elegante. O filme é um tranquilo ciclone. Um ciclone feito por um idoso. Um sujeito de 91 anos que não acredita na velhice, que não crê na terceira idade, é um triunfo da vida. Um sujeito de 91 anos que se comporta como se não existisse o tempo e a morte. É uma força da natureza que está mais além da razão. Um sujeito de 91 anos que acredita na beleza e na poesia. Que acredita no amor com uma mexicana, ultrapassando as fronteiras. Merece um aplauso raivoso. Aplaudir Cry Macho é aplaudir o mistério da vida.

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