Trump, o devorador de ketchup, um molho que não é norte-americano
Tal como age na politica e na economia, as refeições de Donald Trump carecem de racionalidade, são “mucho locas”. Coloca ketchup em tudo que come. Muito ketchup. Talvez não fosse para estranhar, o presidente do EUA gosta de bifes muito bem passados, assassinados, portanto. “Sola de sapato”. Mas não uma sola de sapato qualquer, uma sola lotada de ketchup. E ele faz jejum intermitente. Nunca toma café da manhã, raramente almoça e devora um grande jantar. Normalmente, janta dois Big Macs - abarrotados de ketchup. Completa com dois filés - também cheios desse molho - e batatas fritas, também com muito ketchup. Além disso, bebe alguns copos de chocolate ou dez garrafas de Coca-Cola, mas parece que não coloca ketchup nessas bebidas.
Quem inventou o ketchup?
Afinal, quem inventou o ketchup, um dos maiores símbolos gastronômicos dos Estados Unidos. Ao contrário do que muitos pensam e para tristeza de Trump, o ketchup foi inventado há 2.300 anos pelos chineses. Se Trump descobrir, poderá deixar de devorar esse molho. É impressionante o sucesso do ketchup. Só nos Estados Unidos, e computando apenas a marca Heines, consomem 650 milhões de garrafas desse molho por ano. É uma loucura! Outra informação interessante: colocam mais ketchup no churrasco do que molho barbecue - que, aliás, leva ketchup.
Molho de peixe.
Quando criado pelos chineses, o ketchup não levava tomates - eles só existiam na América Latina - e era um molho de peixe fermentado do sul da China. Era feito das entranhas de peixes com sementes de soja. E começou a ser levado pelos navegantes chineses para o Sudeste Asiático, especialmente para o Vietnã, onde foi modificado. Mas foi na Indonésia que esse molho de peixe foi chamado “ketchup” pela primeira vez. O motivo do sucesso era seu prazo de validade, durava longo tempo, suportando as viagens marítimas.
O ketchup inglês.
Muitos séculos depois, os ingleses chegaram nessa região. Adoraram o ketchup, muito salgado e condimentado. E começaram a levá-lo em suas viagens. Em uma delas, foi parar nos Estados Unidos. Mas não se sabe qual ketchup por lá chegou. Os ingleses fizeram várias tentativas de mudanças, adicionando ostras ou anchovas e levando o “ketsup”, como chamavam, para sopas e carnes. Nessa época, consideravam o melhor ketchup do mundo o feito no Vietnã, mas não conseguiam reproduzi-lo. Inventaram mais de 100 receitas de ketchup, algumas estranhíssimas, com cogumelos ou com sabugueiro, mas nenhuma fez sucesso. A receita com cogumelo era a predileta da famosa escritora Jane Austen. Também havia ketchup de ameixa e de pêssego.
Enfim, o ketchup de tomate.
Por ser longa, outro dia contarei a historia do tomate. Saibam, neste momento, apenas que, quando chega na Europa, saído do México, era considerado veneno e, em seguida, usado como colar pelas mulheres. O tomate foi adicionado ao ketchup em 1.805 pelos ingleses. Mas tinha duas falhas: apodrecia rapidamente e não levava açúcar e vinagre - fundamental para preservá-la. Em 1.837, um agricultor norte-americano o vende pela primeira vez embalado em um frasco. Mas não teve boa vendagem. Logo a seguir, em 1.876, um homem chamado Henry John Heines, de origem alemã, vendedor de rábano, coloca o ketchup em um frasco de vidro octogonal, cheio de açúcar e vinagre. O ketchup que comemos e que tem fama mundial.
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