Silva era quem morava na selva; Costa, no litoral: história dos sobrenomes
O campeão de Fórmula 1 era Ayrton Senna da Silva, ainda que não divulgasse o último sobrenome, preferia o Senna, de cheiro italiano. No Brasil, nada menos de 34 milhões, um em cada seis cidadãos, leva esse sobrenome, que significa “selva”. Outro membro desse grande “clube” é o mais polêmico da história de nosso futebol: Neymar tem como sobrenome Silva e, para completar leva o sobrenome “Santos”, o segundo no ranking brasileiro. São 21 milhões de pessoas com o sobrenome “Santos”. Os portugueses não foram muito criativos na escolha de sobrenomes ao desembarcarem no Brasil. A divisão era muito simples: quem vivia na selva, recebia o sobrenome “Silva” - no latim, a palavra “silva” significa “selva”. No outro lado país, quem vivia no litoral, eram os “Costa”. Quase cinco milhões de brasileiros adotam esse sobrenome, o décimo mais comum.
Os sobrenomes só surgem no ano 1.000.
O ano em que o mundo deixaria de existir, aquele que muitos esperavam o Juízo Final, fez o contrário, foi a época em que nasceram os sobrenomes. Inicialmente, adotaram o local onde nasciam, trabalhavam ou a imensa maior quantidade: sobrenomes derivados do nome do pai. Gonçalves era filho de Gonçalo, Martinez é filho de Martin, para espanhóis e portugueses. Na Inglaterra, Johnson era o filho de John. Em russo, Ivanov é filho de Ivan . Ibn e ben, também significa filho de alguém. Já para os escoceses e irlandeses, Mac e Mc, tem a mesma função.
A tradição geográfica e “ambientalista”.
Não tinha o mesmo peso dos sobrenomes derivados do nome paterno, mas aqueles ligados à geografia tinham importância. Foi assim que surgiram os Ribeiro, Costa e Lago. Também surgiram aqueles que hoje chamaríamos de “ecológicos”, pessoas cujo sobrenome estava vinculado a árvores como Carvalho, Oliveira e Pinheiro. Ou os ligados a animais: Leitão, Lobo ou Carneiro.
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