O isolamento era indesejável e as famílias numerosas na região de Dourados
Na região de Coxim, a distância entre as fazendas era a maior do Mato Grosso do Sul, uma viagem levava dias. Não era muito diferente no Pantanal. Todavia, nos Campos de Vacaria, um território imaginário entre Jardim e Nova Andradina, que hoje chamamos região de Dourados, a ocupação das terras tinha sido intensa, por isso, os fazendeiros viviam próximos dos seus vizinhos.
Grande quantidade de parentes e compadres.
O isolamento era indesejável. Formavam uma rede de parentes, unindo-se em casamentos dentro da própria família ou entre famílias amigas. A ideia era reforçar a quantidade de compadres, parentes e, consequentemente, de poder. Não concebiam vencer as enormes dificuldades do meio ambiente e da bandidagem sem o apoio dos vizinhos. Eram famílias numerosas. Ter mais de dez filhos era comum. Ampliavam ainda mais com a vinda de genros e noras, residindo todos juntos ou em propriedades próximas umas das outras.
A vida com jantares e recitais.
A existência de uma “boa sociedade” nessa região fica evidente nos documentos do início do século passado. É surpreendente ler que o povo dessa região tinha habito sociais dignos das grandes cidades do país. Eram comuns jantares, recitais de poesia, serenatas e discursos políticos nas fazendas. Ainda mais surpreendente é saber que algumas fazendas tinham até papel de parede, um luxo inimaginável em um lugar tão distante dos grandes centros urbanos do país.
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