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21/04/2017 07:22

Violência contra as mulheres: a mais sensível propaganda

Mário Sérgio Lorenzetto
Violência contra as mulheres: a mais sensível propaganda

A campanha levada à cabo por Sun Communications pretende conscientizar sobre o problema dos maus-tratos em Bangladesh, onde 72% das mulheres sofreram algum tipo de violência. É um vídeo de grande sensibilidade. É impactante!

Violência contra as mulheres: a mais sensível propaganda

A comida italiana libertou o brasileiro da ditadura do açougue.

Os italianos chegaram ao Brasil e facilmente se aproximaram dos costumes locais. Até 1860, não eram numerosos. De 1860 a 1890, primeiro ano republicano, desembarcaram 974 mil italianos em solo brasileiro.

Trouxeram para a culinária nacional o gosto das massas de farinha de trigo, com os molhos espessos e bem condimentados. Resistiram às seduções das pimentas e teimaram no azeite de oliva e banha de porco contra os costumes locais do azeite de dendê e leite de cocô. Não mudaram sua alimentação, pelo contrário, ela conquistou as mesas dos brasileiros. Os pratos italianos vieram para as mãos das cozinheiras nativas indeformados.

Ninguém modificou o acepipe italiano que se infiltrou pela população de todas as paragens, em todas as classes, em todas as economias aquisitivas. Só modificou como comer. A massa, a "pasta" italiana, "pastaciutta" é uma refeição na Itália. No Brasil, concorre com o arroz, feijão e farofa. Todos são acompanhamentos de carnes e peixes.

Mas a conquista do "mercado", do gosto do brasileiro, se deu sem traumas, sem disputas. Debret, residindo no Rio de Janeiro, de 1816 a 1831, notou a operosidade italiana na Rua do Rosário. As lojas dos italianos em vez de concorrência áspera, uniam-se às dos brasileiros em cooperação fraternal.

Os italianos divulgaram o sorvete, "sorbetto", modificado em sua fórmula oriental, transformado em um delicioso doce gelado. Com a base nutritiva em cereais, feitos em sopas grossas, ao contrário das brasileiras, as polentas, as "ministras", do vermicelli fininho ao grosso "strozzapreti", o risotto, arroz diferente, a pizza napolitana, o gnocchi, ravióli, lasangne e, especialmente, a valorização do queijo.

Já no princípio do século XX, o macarrão estava no almoço domingueiro de fazendeiros, quando atualmente é visto na marmita no operário. Em 1851, a sopa de macarrão figurava apenas nos jantares abastados do Rio de Janeiro.
O segredo de tão grande aceitação talvez resida na unidade elementar do material utilizado. É idêntico para todos.

Não admite diferenciação técnica para o Sumo Pontífice ou para o mais humilde. Com um bom ou pobre molho, spaghetti é sempre spaghetti. Alguns estudiosos mencionam o fato de que a comida italiana libertou o brasileiro da ditadura do açougue. Mas não se pode olvidar da glória de um "escalope di vitelo ala pizzaiola di Napoli" ou de um "suprema di frango alla parmigiana, de Parma", sem esquecer do "ossibuchi alla milanesa".

À influência italiana ainda, deve ser creditada a valorização do queijo, adicionado a todos os pratos de massa inicialmente e, gradativamente, companheiro até de doces (os europeus arrepiam de horror desse nosso costume).

Queijo e banana, os pratos nacionais. Queijo com goiabada, um dos mais amados. Não, não foram os italianos que nos trouxeram os queijos. Os portugueses não só ensinaram a alimentação como a fabricação, especialmente os de cabra. Mas foram os italianos que os levaram a todos os pontos do território nacional e o tornaram possíveis de ser comidos sozinhos, sem nenhum outro alimento. Era assado. Saboreado com farofa de ovos duros, sal e manteiga da terra, meio insossa. O queijo passou a estar presente em doces, sopas e massas.

Violência contra as mulheres: a mais sensível propaganda

As difíceis entrevistas de emprego no Japão.

O Japão volta a empregar muita gente. Nos escritórios de Tóquio há duas vagas de emprego por candidato e aceitam estrangeiros. Mas cuidado com as regras japonesas. Muito cuidado. Um dos motivos de ter tantas vagas é a enorme dificuldade dos estrangeiros com as draconianas regras.

1. Terno é lei. Terá de usar um terno totalmente preto para a entrevista, com camisa obrigatoriamente branca e sapatos pretos. Se usar pasta, compre uma de cor preta bem convencional. Tudo que sair do convencional como gravatas coloridas, unhas pintadas em cores berrantes, assim como maquiagem ou joias exageradas, será considerado desrespeitoso.

2. Como bater à porta. Quantas vezes deve bater à porta para a entrevista é fundamental no Japão. Jamais bater duas vezes, uma prática configurada apenas para os banheiros. A medida certa são três vezes. Quando entrar, feche a porta sem fazer barulho. Diga com licença, faça uma vênia e aproxime-se da cadeira pelo lado esquerdo. Apresente-se dizendo seu nome e a faculdade que estudou. Não se sente até ser convidado.

3. O famoso ritual das vênias. Incline o tronco mantendo as costas direitas. Mantenha os braços ao longo do corpo e não dobre os joelhos. Quando estiver sentado mantenha as costas direitas e não inclinadas para a frente. Os homens devem colocar cada mão sobre um joelho e as mulheres devem colocar uma mão sobre a outra, ambas sobre o colo.

4. Linguagem formal e entrega de documentos. Se já fala um pouco de japonês todo cuidado é pouco. Eles não admitem o tom coloquial das ruas. A conversa só poderá ser em tom muito formal. Se tiver de entregar algum documento use as duas mãos. É um gesto que simboliza a importância do que é entregue.

5. Cuidados na saída. No final da entrevista, faça uma vênia ainda sentado e agradeça. Depois levante-se e repita a vênia. Diga "com licença" e feche a porta sem barulho. Não pegue imediatamente no celular, é uma afronta. Continue a agir formalmente até sair do edifício. Alguns recrutadores vigiam os entrevistados nas imediações do prédio.

6. Jamais atrase ou chegue muito adiantado. Horário é lei pétrea no Japão. Nunca chegue antes de cinco ou dez minutos ou atrasado para uma entrevista. Será eliminado sem ser ouvido, caso desrespeite esse regra. Além disso, ao termino da entrevista não se esqueça de colocar a cadeira na posição correta. Outra regra importante é a de que não abra portas para as mulheres. Essa atitude ocidental é vista como intimidade no Japão. Abra as portas apenas para idosos.




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