ACOMPANHE-NOS    
SETEMBRO, TERÇA  28    CAMPO GRANDE 34º

Finanças & Investimentos

CDB X Poupança, como escolher!?

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*) | 11/12/2013 07:33

A escolha entre duas das aplicações mais populares à disposição nos bancos –-a poupança e o CDB— depende principalmente das respostas a duas questões fundamentais: quanto tempo e quanto dinheiro. A primeira questão diz respeito à influência do Imposto de Renda sobre os ganhos do CDB. Até 360 dias de prazo, a mordida do Leão é de 20% sobre o ganho. Com apenas um dia a mais, a parte da Receita Federal cai para 17,5%. A poupança é isenta desse imposto.

A quantia aplicada também importa: quanto maior o valor depositado no banco, melhor o rendimento oferecido pela instituição financeira. Se no início deste ano, um investidor tivesse aplicado R$ 100 na poupança e o mesmo valor num CDB de um grande banco de varejo, 11 meses depois teria obtido R$ 105,52 na caderneta e R$ 104,32 no CDB 11, já descontado o IR.
No caso de aplicação, pelo mesmo período, de R$ 100 mil, o resultado se inverteria a favor do CDB. Onze meses depois, teria R$ 105.522,21 na poupança e R$ 105.717,84 no CDB – uma diferença de quase R$ 200. Quando o poupador aplica num CDB, na verdade, ele empresta ao banco, que devolve o valor emprestado corrigido por uma fatia do chamado CDI, o juro pelo qual os bancos emprestam entre si. Esse juro de mercado acompanha muito de perto a taxa básica de juros do país.

Pelos motivos acima, especialistas têm dois conselhos básicos ao investidor: deixe o dinheiro aplicado por pelo menos um ano; negocie com o gerente do banco um retorno de 90% CDI, ou de 85% na pior das hipóteses. Segundo Fabiano Gusti Lima, especialista do Instituto Assaf, no prazo de pelo menos um ano, não vale aplicar num CDB que pague menos de 90% [do CDI]. Entre os grandes bancos de varejo, os CDBs mais populares (com aplicação inicial de R$ 100) pagam o equivalente a 80% do CDI. Uma saída possível pode ser buscar o mesmo produto fora dos grandes bancos. Para atrair investidores, os bancos de médio porte oferecem CDB que pagam uma fatia mais gorda desse CDI. Para compensar o risco, o investidor deve limitar sua aplicação a R$ 70 mil, o valor máximo garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), caso o banco venha a quebrar.

A opção por um CDB pré ou pós-fixado depende de quanto o investidor está preocupado com o nível de inflação do país. Ou de sua tolerância a riscos. Investidores muito conservadores devem optar mesmo pelo CDB pré-fixado, porque já vão saber quanto devem ganhar. O CDB pós-fixado sempre tem alguma margem de incerteza. Caso a taxa básica de juros suba além do nível atual, o ganho oferecido pelo CDB pós-fixado aumenta, já que, por definição, acompanha a trajetória dessa taxa. Mas se a taxa básica diminuir, o CDB pré-fixado tende a ser mais vantajoso, porque banco e investidor, fixaram uma taxa maior com antecedência.

Em relação à taxa básica de juros, o único consenso é que dificilmente o governo vai fazer alterações bruscas. O governo usa a taxa básica para estimular o crescimento ou combater a inflação, conforme a situação da economia num determinado momento. Juros mais baixos ajudam o país a crescer: o custo dos empréstimos fica mais baixo, o que estimula as empresas a investir. Para o consumidor, a parcela da prestação do eletrodoméstico, por exemplo, tende a diminuir. E você amigo leitor, entendeu os parâmetros para a escolha de uma ou outra aplicação? Qual a sua preferida? Compartilhe sua opinião nos comentários, e até a próxima.

(*) com informações de uol economia

Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário