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Finanças & Investimentos

Glossário básico para investimentos

Por Emanuel Steffen (*) | 21/10/2020 08:05

Todo setor econômico ou profissão possui jargões e expressões característicos e no mercado financeiro não é diferente. Se você deseja saber mais sobre o funcionamento desse mercado e as características dos diversos produtos voltados para a especulação, proteção ou crescimento do seu capital, você vai precisar dedicar tempo ao estudo dos principais conceitos que envolvem o universo dos investimentos.

Nas próximas linhas você vai conhecer alguns dos termos mais usuais do mercado, o que eles significam e também como funcionam. Entender esses termos é importante para identificar quais serão os estudos que você precisa realizar para aprofundar o seu entendimento e construir mais segurança para começar a executar as suas operações e lucrar. Quer saber mais? Então acompanhe!

1. Investimentos

É a etapa seguinte da poupança e se refere a aplicação de recursos com o objetivo de geração de renda ou aumento do capital. Os produtos de investimentos também são chamados de veículos de investimentos pois tem o objetivo de levar o investidor do ponto A para o ponto B, gerando oportunidades de ganho financeiro. Tais produtos são classificados em dois grande grupos: o da renda fixa e o outro da renda variável. Produtos de renda fixa são indicados para perfis mais conservadores que não se sentem confortáveis com as grandes flutuações de preço característicos da renda variável.

Os investidores mais arrojados ou agressivos são muito mais tolerantes ao risco, pois visam maiores retornos sobre o seu capital. Porém, é preciso notar que independente do perfil de risco, sempre será necessário alocar recursos em ativos tanto da renda fixa quanto da renda variável devido a necessidade de manter a lucratividade, o controle do risco e a proteção da carteira. Portanto, a diferença prática entre os perfis na hora de investir será basicamente a proporção que cada grupo de ativos representa na carteira de cada investidor.

2. Horizonte de investimento

O horizonte de investimento nada mais é do que o período no qual o capital permanece aplicado em determinado produto. Portanto, esse conceito representa as intenções do investidor sobre qual o período que ele pretende manter a sua posição em um ou mais ativos. De maneira geral, quanto maior o período de aplicação menores são as taxas e os impostos que incidem sobre o investimento. Da mesma forma, quanto maior o período posicionado, maior será também o rendimento que as aplicações proporcionam (principalmente em renda variável, como as ações).

3. Diversificação

Uma das regras mais conhecidas no mundo das finanças e que também é unanimidade entre os consultores financeiros é a necessidade de diversificar investimentos. Trata-se de uma regra simples porém poderosa, capaz de proteger os investimentos e garantir um mínimo de retorno sobre a inflação. Diversificar, como o próprio nome indica, nada mais é do que distribuir o capital disponível em diferentes ativos com o objetivo de diluir o risco, equilibrar a carteira e potencializar o retorno das aplicações. A velha máxima que diz: “Não se põe todos os ovos em uma mesma cesta” é o ditado que representa muito bem o conceito de diversificação. Ao ampliar o mix de produtos de uma carteira o potencial de retorno aumenta ao mesmo tempo em que os riscos diminuem, pois o bom desempenho de determinado ativo pode compensar o mal desempenho de outro no mesmo período.

4. Especulação

A grosso modo podemos afirmar que especular é “apostar” em determinados acontecimentos, movimentos, valorizações, desvalorizações e outros cenários futuros. Porém, o termo “apostar” passa muito longe do sentido dos jogos de azar. Pelo contrário, especular exige técnicas apuradas onde é necessário dedicar tempo em análise e estudo aprofundado sobre algum ativo ou produto com o intuito de obter retornos futuros. É importante notar que a todo momento especulamos em nossas vidas, pois a todo momento tomamos decisões no presente acreditando que teremos maiores retornos no futuro.

Isso se aplica também a situações comuns da vida como a decisão por um casamento ou a escolha de um curso superior. De igual modo, a especulação também é aplicada nas decisões de compra e venda de ativos no mercado financeiro. É preciso ter em mente que é por meio da especulação que os ativos obtém um maior ou menor grau de liquidez. Quanto mais negócios um papel apresenta, maior será a sua volatilidade e consequente maiores são as chances de obter lucro operando esses produtos. Essa é a grande importância da especulação, promover a liquidez e a volatilidade aos mercados.

5. Day trade

O Day Trade nada mais é do que uma modalidade de especulação financeira de curto prazo realizada no mercado financeiro, mais especificamente na bolsa de valores. Trata-se da abertura e fechamento de operações de compra e venda de ativos em um mesmo dia. Para essa tipo de operação é preciso um cuidado redobrado com os seus recursos devido a grande volatilidade e os riscos em que se está exposto.

Por isso, é recomendado que você não comprometa mais do 5% do seu capital disponível para realizar essa modalidade de trade, pois é necessário adquirir experiência antes de atingir a consistência de mercado, conhecida como “tempo de tela” (veja abaixo).

6. Swing Trade e Position Trade

Diferentemente do Day Trade, nas operações de Swing Trade os investidores permanecem posicionados (comprados ou vendidos em um determinado papel) por semanas e até meses. O Position Trade por sua vez, se refere a uma modalidade de investimento voltada ao longuíssimo prazo geralmente 5, 10, 15 ou mais anos.

O objetivo desse tipo de operação é “casar” com o ativo visando uma grande valorização e crescimento futuro. Geralmente essas operações são embasadas em análises fundamentalistas que verificam as potencialidades do negócio como a sua estrutura interna, os seus demonstrativos financeiros, contábeis e mercadológicos, e as expectativas para o seu ramo de atuação e a economia do país como um todo.

7. Mesas proprietárias

Outro caminho para operar no Day trade é por meio de uma mesa proprietária. Mesas proprietários são empresas que disponibilizam o seu capital próprio para que outros traders operem no mercado em seu nome. Dessa forma a mesa proprietária dilui o seu risco entre vários trades e usufrui da expertise dos mesmos para obter resultados e crescer o seu capital. Em contrapartida o trade recebe uma porcentagem dos lucros que consegue gerar para a mesa e também reduz o seu custo operacional com plataformas, impostos, taxas e corretagens.

8. Tempo de tela

Por mais que adquirir conhecimento e informações sobre tudo o que o envolve as operações em bolsa de valores seja um passo básico antes de começar a operar, somente a prática poderá formar especuladores realmente consistes e que apresentam resultados. O chamado “tempo de tela” só pode ser construído com a prática de mercado e o seu maior objetivo é desenvolver uma “consistência operacional e financeira” nas operações executadas. Sendo assim, para se tornar um trader profissional não há outro caminho a não ser começar a negociar e acumular horas de experiência até atingir consistência em seus resultados (veja a seguir).

9. Consistência de resultados

A consistência operacional e financeira nada mais é do que atingir um patamar profissional onde o trader desenvolveu estratégias que o permitem obter como resultado mais dias operados com ganhos financeiros do que com perdas. Para atingir esse nível de resultado é fundamental dedicar tempo no estudo aprofundado do mercado, dos ativos que se opera e das estratégias que serão utilizadas para basear as decisões sobre a compra ou venda dos ativos. De igual modo, também é importante construir um “plano de trade” bem fundamentado, com regras claras de entrada e saída em cada operação. Seguindo a risca os controles de risco como “stop loss” e “stop gain” e treinando o aspecto emocional para que as metas de ganho e de perda sejam respeitadas, as chances de sucesso como trader aumentaram muito.

10. Análise fundamentalista

Esse método de análise permite traçar projeções sobre o desempenho do ativo no médio e longo prazo, atribuindo ao objeto de avaliação um valor intrínseco que é determinado tendo como base os seus indicadores financeiros, demonstrativos contábeis e outros dados setoriais e econômicos. Assim, podemos compreender o histórico de desempenho da empresa e a sua capacidade de gerar valor aos acionistas e todos os demais envolvidos de forma direta ou indireta com ela.

 Até aqui podemos observar alguns dos inúmeros termos financeiros que você precisa conhecer se quiser ser bem sucedido nos investimentos em bolsa de valores. O mercado financeiro possui diferentes ativos e produtos para os diferentes perfis e necessidades, o que revela que o seu trabalho de atualização nunca deve parar. Sendo assim, dedique parte importante do seu esforço ao aprendizado antes de começar de fato a comprar e vender. Agindo dessa forma você evitará erros que levem a perda de recursos e garantirá a segurança das suas operações e a preservação do seu patrimônio.

Disclaimer - A informação contida nos artigos e em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN (Sistema Financeiro Nacional) o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

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