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Finanças & Investimentos

Como não pagar taxas TED/DOC

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*) | 09/10/2013 08:13

Você sabia que é possível ter uma conta corrente e não pagar taxa de manutenção, e principalmente não pagar taxas de transferências eletrônicas (TED, DOC)? Isso é uma lei, acessível a qualquer um! Desde o final de 2010 o Banco Central proíbe bancos de cobrarem tarifas no caso de contas que utilizem apenas meios eletrônicos em contrato. Você não sabia disso? Eu sei por quê! Afinal porque os bancos iriam lhe oferecer e divulgar massivamente, um serviço gratuito deles mesmos, sendo que muitos já utilizam o mesmo serviço e ainda pagam por isso? Confesso que também só tomei conhecimento desta modalidade recentemente, e ainda estou me familiarizando com o conceito.

Mesmo assim acredito ser importante compartilhar esta informação que pode ser útil a alguém. Convencionalmente, eu e talvez você amigo leitor, pagamos uma taxa de manutenção da conta corrente que inclui diversos serviços equivalentes á um “pacote”. Geralmente este “pacote” oferece alguns serviços gratuitos limitados a certa quantidade ao mês. Uma conta digital é gratuita e possui “isenção ilimitada” de serviços que sejam realizados exclusivamente por meio eletrônico. Esta conta talvez seja uma boa opção para quem possua um perfil parecido com o perfil da Geração Y, devido à afinidade com a tecnologia, informática, e internet. Mesmo não sendo da geração Y, acredito que seja possível utilizar este tipo de conta em “parceria” com sua conta corrente convencional. Assim você possui opções sobre qual a melhor maneira de movimentar seus recursos. Como já mencionei, a conta digital oferece alguns serviços “ilimitados gratuitos”, mas passa a cobrar por outros (que já possuíam seus custos embutidos na taxa de manutenção).

Segue o que está incluso sem nenhuma taxa:
- Abertura da conta
- TEDs e DOCs ilimitados (transferências intra e interbancárias)
- Consultas de extrato e saldo pela internet
- Pagamento de contas pela internet
- Saques e depósitos em caixa eletrônico.
- Cartão de débito entregue por correio

O que é cobrado:
- Qualquer operação que utilize atendimento pessoal. Exemplos: operações feitas pessoalmente no caixa, com o gerente ou por telefone.
- Talão de cheques
- Cartão de crédito

É bom lembrar que você ainda pode fazer as mesmas coisas que antes, só a tarifação que mudou. Alguns itens não são mais cobrados (que são exatamente os que muitos da geração Y usam) e outros agora são (os menos utilizados). Outra característica e que nesta conta digital/virtual não existe a interação cliente/gerente. E o que você ganha com isso? Ninguém gosta de pagar taxas por algo que não utiliza, mas tem outro motivo importante: para o pequeno investidor, o custo da TED/DOC pode influenciar bastante a frequência de suas aplicações (Ex.: o custo de R$ 8 de um DOC para um investimento de R$ 200 equivale a 4%, o que é bem significativo). Assim que reunir mais informações e experiências de outras pessoas com esta modalidade, compartilho com todos vocês aqui na coluna. Como abrir esta conta? Hoje existem a Conta Digital do Banco do Brasil e a iConta do Itaú. Como é de graça, que tal fazer uma experiência e compartilhar o que achou? Você leitor, já possui alguma experiência com esta conta digital? Compartilhe esta experiência aqui e enriqueça a discussão. Até a próxima!

(*) Com informações de Blog do investidor.

Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com 

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