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Manoel Afonso

Debates na TV decidem eleições?

Por Manoel Afonso | 06/05/2022 07:30

O GOLPE: Candidato a governador é a gentileza em pessoa. Nos telefonemas para tentar seduzir lideranças do interior, não faltam promessas e até oferecimento de espaços na futura (?) administração. Ao final, diz que após eleito ao governo – estará à disposição através do mesmo número de telefone. Mas após as eleições, o telefone de campanha é bloqueado  e não se consegue falar com o vencedor. Sempre assim...

PREOCUPAÇÃO: Visível no papo com lideranças petistas. A prioridade é arrumar um bom palanque para Lula. O nome da advogada Gisele Marques não empolga como candidata ao Governo. O deputado Pedro Kemp ressalta a força do PT em MS e lembra que em 2018 Humberto Amaducci (PT) obteve 132.638 votos – ou seja 10,26% do total dos votos válidos.

CONVENHAMOS! 10,26% dos votos decide uma eleição no 2º turno. Mas os demais candidatos ao Governo, entendem que o ganho com o apoio do PT ao Governo seria menor do que as perdas pelo espaço e apoio ao candidato Lula. Não compensaria. Um casamento duvidoso, pois os candidatos do PT ao Planalto não tem tido bom desempenho aqui no Estado.

COMPLICAÇÕES: O encontro entre o ex-governador Zeca do PT e Marquinhos Trad (PSD) deu chabu. Evangélico, o pré-candidato do PSB teme desgaste se for aliado de Lula. O PT tem boas relações com o Governo Estadual, mas não caminharão juntos devido ao alinhamento com a ex-ministra Tereza Cristina (PP) (leia agronegócio) e outros fatores políticos.

GRID DE LARGADA: Não faltam pesquisas e notícias plantadas nas redes sociais sobre o desempenho dos pré-candidatos ao Governo Estadual. Mais dúvidas do que certezas.  O mar não está para peixe. Estamos saindo de uma pandemia cruel. Hoje o cidadão tem outras prioridades na vida. Sua luta pela sobrevivência econômica é a maior delas. Não é difícil fazer essa constatação.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): “É um momento de celebrar a vida. As sessões continuam mistas, mas com o brilho da participação da população, dos deputados, dos servidores e da imprensa”. Assim ele se expressou na volta dos trabalhos presenciais. Zé Teixeira (PSDB): interlocutor zeloso e competente, tem papel importante na ligação da classe produtora ruralista com o Governo, garantindo rodovias e boas estradas rurais. Evander Vendramini (PP): otimista com repercussão de seu projeto instituindo a obrigatoriedade de profissionais fisioterapeutas nas UTIs de hospitais públicos e particulares. A proposta em tramitação. Amarildo Cruz (PT): manifestou-se publicamente cumprimentando os profissionais da área e reverenciando o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa comemorado no dia 3 de maio. Lucas de Lima ( PDT): é seu o projeto que obriga as concessionárias a divulgarem nas suas faturas os números dos fones de emergência em casos de violência doméstica; tem proposta que considera estabelecimentos  de varejos ópticos  como atividade essencial.

DEBATES: No saguão da Assembleia Legislativa questionaram-me da importância dos debates na TV pelos candidatos ao governo. Nos ‘States’, no Brasil e aqui os debates influenciaram a tendência do eleitorado. Foi assim com Kennedy e Nixon; Collor e Lula, Reinaldo e Odilon. Como no Tribunal do Júri, só por uma frase infeliz o candidato pode vencer ou perder.

POLÍTICO SIM! Para o deputado Paulo Duarte (PSB) os políticos exercem o papel de intermediar a sociedade com o Estado. Portanto, a atividade política há de ser exercida pelos políticos, assim como a medicina pelos médicos e a advocacia pelos advogados. Para ele é incoerência se apresentar como candidato a algum cargo eletivo com a roupagem de apolítico. Ora! Desde que seja um bom político, não há que se envergonhar desta condição.

OUTRO QUADRO: Paulo Duarte discorda da comparação destas eleições com o pleito de 1998. Lembra: Esse governo atual vai bem, faz obras e paga em dia; já Wilson B Martins decepcionava - a ‘folha’ do funcionalismo atrasada em 4 meses. Paulo vê o governador como excelente cabo eleitoral e destaca o perfil de bom gestor de Eduardo Riedel nesta administração.

A DIFERENÇA: Nos ‘States’ os parlamentos estaduais gastam 6 meses só estudando o quanto disponibilizarão para o Orçamento do ano seguinte para o Executivo usar. Lá, caneta fica com os deputados. A revelação é do deputado Lídio Lopes (Patri) presidente da Unale, que participou da Conferência dos Legisladores Americanos de Denver e Washington. Aqui orçamento vem pronto do Executivo (em cima da hora) para ser aprovado a toque de caixa.

PÉROLA: Ex-presidente Lula (PT) morde a língua. Culpa o presidente Zelensky da Ucrânia pela continuidade do conflito. O motivo? Zelensky não quer sair dos holofotes da mídia mundial. Seria como inocentar o estuprador e culpar a mulher vítima por usar roupas sensuais. Dizer que há um estímulo de ódio contra Putin é ter visão equivocada dos fatos. E Lula não lamentou pelas vítimas e nem se disse uma palavra de solidariedade ao povo da Ucrânia.

AÇÕES & DEPUTADOS: Paulo Duarte (PSB): aprovado seu projeto exigindo das empresas prestadoras de serviço de internet informações na fatura, inclusive a velocidade contratada para evitar prejuízos ao consumidor. Antônio Vaz (REP): aprovado na última terça feira o projeto de lei de sua autoria que prevê a obrigatoriedade de denúncias de maus tratos de animais ocorridos nos condomínios. Gerson Claro (PP): defensor das ações governamentais na zona rural, cuida dos interesses dos assentamentos, pequenos produtores e dos quilombolas. Mara Caseiro (PSDB): pede ao Governo obras de infraestrutura no Distrito de Pontinha do Cocho; usou da tribuna para pedir proteção e cuidados as crianças nas escolas para evitar abusos e erotização nas mesmas. Marçal Filho (PSDB)

UMA LENDA! Aos 96 anos Ibrahim Abi-Ackel chega à Academia Brasileira de Letras após derrotar Luiz C. Abritta numa eleição acirrada. Mérito de quem começou como vereador em Manhuaçu (MG-1955), deputado estadual em 1962, deputado federal por 5 mandatos, ministro da Justiça (1980/85) e secretário da Justiça (MG) no Governo Aécio Neves (2007). Seu filho, Paulo Abi-Ackel é deputado federal (PSDB) no 4º mandato e seu neto Henrique Abi-Ackel é desembargador do TJMG.

FOLCLORE POLÍTICO: Ministro da Justiça, Abi-Ackel tentava convencer a então veterana atriz Ruth Escobar de desistir de levar o teatro aos presídios. Advertiu que ela corria inclusive o risco de ser estuprada ‘daqui a 10 anos’ quando os detentos já estivessem em liberdade. Aí Ruth ironizou com humor a ameaça: “Pois é ministro – um estupro daqui a dez anos, até que pode ser um bom negócio”.

MARCIO ARAGUAIA: Papo proveitoso com o vice-prefeito de Naviraí. Ele trocou o PTB pelo PL e tentará a Câmara Federal para representar o Cone Sul, a fronteira e o Vale do Ivinhema. Paulista de Pederneiras, produtor rural e vereador por 2 mandatos, foca nos benefícios que poderá levar para sua região. No PL concorrerá com o deputado Luiz Ovando e Valter Carneiro Jr.

DEPUTADOS & AÇÕES: Neno Razuk (PL): pede pavimentação do trecho da BR-339 no trecho da Serra do Campina em benefício dos moradores da região; lançou campanha para incentivar a doação de Imposto de Renda em benefício das crianças autistas.   Lídio Lopes (Patri): presidente da Unale foi aos ‘States’ participar do Congresso de Legisladores de Denver e Washington e relatou aos colegas sua experiência. José C. Barbosa (PP): Suas 33 emendas no total de R$ 1.340 mil beneficiariam o setor de saúde de 31 municípios e aquelas referentes a 2021 foram pagas em Abril último. Capitão Contar (PRTB): relator da CPI da Energisa atento a operação de retirada dos relógios e no próximo dia 11 a Comissão Parlamentar de Inquérito volta a se reunir para novas deliberações. Pedro Kemp (PT): foi a tribuna defender o pagamento dos salários dos professores em caráter temporário: também questionou o Projeto de Lei do Executivo que permite professores do ensino médio exercendo as atribuições privativas dos mestres do nível superior.

TEMPO CRUEL: A renovação do eleitorado é espantosa. Envelhecimento, óbitos dão lugar aos jovens. Processo natural, mas nem sempre levado em conta pelos políticos. O deputado Renato Câmara (MDB), por exemplo, comunga com a tese. Reeleito prefeito de Ivinhema em 2008, admite que há uma nova geração de eleitores distantes da classe política que podem decidir eleições. Muitas caras novas na sua base eleitoral.

ARREDIOS? Parecem que sim. Mas na mesma linha de raciocínio é de se questionar se nossos candidatos estão preparados para dialogar ‘numa boa’ com as mais diferentes ‘tribos’ de jovens. Parece existir um espaço ou degrau entre a classe política e o pessoal  de cabelos pintados, piercing, tatuagens e outros hábitos, valores e posturas nem sempre aceitas pacificamente.

INTERROGAÇÃO: Várias teses no saguão da Assembleia Legislativa sobre o futuro da senadora Simone (MDB). Disputaria a Assembleia Legislativa ou a Câmara Federal? Ocuparia alguma secretaria num futuro governo estadual? Ela joga as últimas cartas na sucessão nacional  contra o grupo do senador Renan Calheiros. Mesmo aqui no Estado as lideranças emedebistas não defendem seu nome. Ela não encanta, mas não desce do salto.

VIDA QUE SEGUE: O pinote dado pelo deputado Dagoberto  Nogueira no PDT não desanimou a militância e nem o restante dos dirigentes da sigla. Nesta semana eles se reuniram para cuidar da estratégia da campanha  e do palanque de Ciro Gomes em MS. Falei com o deputado  Lucas de Lima e o vereador Marcos Tabosa que demonstraram otimismo na viabilidade de chapas vigorosas para os parlamentos estadual e federal.

PÍLULAS DIGITAIS:

“Eu torço para o Bolsonaro, torço para o Lula, oro para os dois”. (Marquinhos Trad)

“Não ter vaidade é a maior de todas”. (Millôr Fernandes)

“Todo homem adulto deveria mover um navio morro acima uma vez na vida”. (Werner Herzoq)

“Um homem se humilha/se castram seu sonho/seu sonho é sua vida/e a vida é seu trabalho” (Fagner – Guerreiro Menino)

“O homem é o lobo do homem”. (Thomas Hobbes)

O melhor do União Brasil é o seu Fundo Partidário: R$ 1 bilhão. (na internet)

Sergio Cabral em cela sem ar condicionado não pode. Perseguição! (na internet)

“O que, afinal, está acontecendo com o Lula”? (Malu Gaspar – O Globo)

“Como posso dar golpe se já sou presidente”? (Bolsonaro)

Somos todos a favor da livre expressão, desde que ela não contrarie o que a gente pensa. (na internet).

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