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Manoel Afonso

Qual dos fatores decidirá as eleições na capital?

Por Manoel Afonso | 07/06/2024 08:00

ROMARIAS: Frequentes na Assembleia Legislativa. Políticos do interior em busca de apoio eleitoral. De Amambai (25 mil eleitores) foram duas comitivas nos últimos dias. Lá, o embate inclui os votos da população de 10 mil índios em 3 aldeias que abrigam mais de 50 templos religiosos e apresentam alto índice de alcoolismo. Haja cachaça!

BOM SENSO: O ex-deputado Gandi Jamil (PDT) reconheceu como justa e natural a derrota que sofreu para Pedro Pedrossian (PTB) em 1990 ao Governo Estadual. 417.589 votos (59,39% contra 217. 289 votos (30,19%) (68.304 votos (9,71%) para Manoel Bronze (PT). Afirmação feita no saguão da Assembleia Legislativa, que ele presidiu em 1985/86.

RELIGIÃO: Para Karl Max o homem se ilude inventando um mundo imaginário para redimir a miséria da vida. Ela age como anestésico aos sofrimentos, justificando assim o cognome de “ópio do povo”. Mas antes de 1843, Kant, Moses Hess e Feuerbach já  tinham denunciado essa associação política e social da religião com o sofrimento.

CRESCIMENTO: É visível a contaminação da religião na política e não será diferente nestas eleições. Os últimos eventos de rua mostraram isso. É a partidarização perigosa  fomentando o discurso e o confronto ‘da moral contra os maus’, fugindo dos objetivos do debate da política e da administração pública. Eleição não é gincana religiosa.

CRITÉRIOS: Os dirigentes partidários têm culpa no cartório. Invertem os critérios na seletiva de seus candidatos a vereança inclusive, cuja missão seria de fiscalizar a gestão municipal. Mas os ‘caciques’ priorizam os detentores dos melhores índices de prestígio e liderança nas igrejas, que até ousam sonhar em fazer das leis a extensão da bíblia.

FRANCAMENTE: Na pratica essa utopia não funciona. Desnecessário citar exemplos locais e nacionais, pois os leitores já detectaram os protagonistas e quais os seus projetos eleitorais. O principal deles é fortalecer a base da pirâmide para dar sustentação às eleições de 2026. Conclusão: a manipulação política da religião vai continuar.

‘TESTE’: Sugiro ao leitor que faça a avaliação das chances dos chamados pré-candidatos a vereança. Já ouso vaticinar que parte dos bem avaliados mantém alguma relação com igrejas. Evidente, eles usam do conteúdo religioso como um diferencial na argumentação sedutora.  Enfim, cada qual usa sua arma para convencer o eleitor.

ALCIDES BERNAL: O peso das noites de insônia e do estresse cruel decorrente dos episódios desgastantes e evitáveis que protagonizou desde sua eleição para prefeito é visível. Aos 59 anos de idade, fala-se de sua possível candidatura a vereança (PP) apoiando a prefeita Adriane. Se eleito, presume-se amadurecido, sem revanchismo.

‘MAXIMAS’: Perder e ganhar – consequências da política. Perder até faz bem para aprender saborear melhor a vitória e reavaliar a postura e propósitos, sem amargor e mágoa. Quanto ao sucesso, ele não depende só das qualidades do protagonista. Outros componentes e coadjuvantes devem ser levados em conta. Sozinhos não chegamos lá.

GENTE FINA! Os números comprovam o perfil dos nossos representantes na Câmara Federal. Nada menos do que 111 deles (1/5 da Câmara) são alvos de alguma investigação em inquérito ou responde alguma ação penal. Na lista sem distinção de ideologias ou de qualquer discriminação, figuram representantes de 16 partidos.

POLÊMICA: A tal PEC da Privatização das Praias esconde um fato perigoso além da  isenção de taxas da União. Há o risco de criação de mini portos privados nas ilhas e na costa, que podem se tornar portos de embarque e desembarque para tráfico de drogas e armas onde a fiscalização é frágil. O crime organizado é eficiente, estaria de olho nesta possibilidade.

ALERTA: A notícia do dia a dia tem mostrado avanços do crime organizado também na administração pública através de estratégias antes impensáveis. Esse pessoal vai do tráfico de drogas/armas, assaltos, jogos de azar, extorsão, representantes nas casas legislativas e influências denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo.

ELEIÇÕES: Impressionante. Todos os dias surgem nomes plantados nos canteiros da sucessão de Campo Grande. Os observadores em dúvida se os critérios adotados pelos caciques partidários estariam em sintonia com a vontade popular.  Efetivamente, o eleitor estaria sendo consultado como deveria? É bom olhar no retrovisor político.

$OCORRO: Outro tipo de ‘romeiros’ nas sessões da Alems. São os servidores, inclusive de categorias que já ganham o teto máximo de salários. O deputado Roberto Hashioka (União Brasil) pediu prudência no atendimento, pois os efeitos das concessões podem ficar incontroláveis, gerar sérios danos aos futuros gestores e à própria economia do estado.

UMA GUERRA! A opinião pública olhando com outros olhos a batalha pela escolha do substituto do vereador Claudinho Serra (PSDB) na Câmara Municipal da capital. Além da intenção de ‘servir ao povo’, foram reveladas as vantagens do cargo: bons vencimentos, mordomias e o direito de nomear muita gente na casa. Enfim, não há inocentes no reino.

OBSERVAÇÃO: Para um respeitado ex-deputado ‘tudo que é demais cansa, fadiga’. Diz que na política não é diferente e aponta as eleições na capital como cenário ideal.    Entende que esse excesso de poder e representatividade do PSDB pode até desaguar no fenômeno de rejeição pelo desejo de mudança ou de contestação como foi com o MDB de Puccinelli em 2012. Como dizia aquele coronel na tevê: “Isso é relativo!”

DO ELEITOR: “Quais fatores que mais influenciarão nestas eleições de Campo Grande: a indomável internet com suas redes sociais; o poder de fogo dos militantes das igrejas evangélicas; a radicalização dos seguidores de Bolsonaro ou o poderio das máquinas das administrações municipal e estadual? ” Faltou citar ‘a vontade do povo’.

NO PARAISO: Waldir Neves, conselheiro afastado do Tribunal de Contas, aderiu ao   ‘banho de arruda’. Sua vaga atrai disputa agora fortalecida na Assembleia Legislativa onde uma comissão acompanha o processo no STJ. Neste sábado (8) finda o prazo do afastamento dos 3 conselheiros e na próxima semana tudo pode acontecer.  A opinião pública acompanha com lentes de aumento.

ARREMATE: “…E vai assim o mundo girando. A esperteza não é exclusiva dos políticos. Deu na Folha de São Paulo de terça-feira: “O STF (Supremo Tribunal Federal) pagou quase R$200 mil em diárias para quatro policiais federais acompanharem ministros da corte em viagem de fim de ano aos Estados Unidos. No período, apenas o ministro Edson Fachin divulgou compromissos públicos, todos no Brasil.” (trecho do artigo ‘Conversa fiada com dinheiro público’ – Celio Heitor Guimarães)

FRASES  DE  MAHATMA  GANDHI:

Vinganças: Olho por olho e o mundo acabará cego.

Diferentes: O medo tem alguma utilidade. A covardia não.

O fraco jamais perdoa: o perdão é característica do forte.

‘Algemas de ouro’, são piores do que algemas de ferro.

De nada adiante a liberdade sem a liberdade de errar.

O homem cava seu tumulo com o garfo diariamente.

Seja a mudança que você quer no mundo.

A desconfiança é a melhor parte do conhecimento.

Um pai sábio deixa que os filhos cometam erros.

Em questões de consciência a lei da maioria não conta.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.

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