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Bem e mamando, bebê sequestrada volta à cidade natal 5 dias após “sair” de casa

Justiça decidirá destino de recém-nascida resgatada após sequestro quando investigação for concluída

Por Anahi Zurutuza | 11/08/2026 17:15
Bem e mamando, bebê sequestrada volta à cidade natal 5 dias após “sair” de casa
Cartaz distribuído pela manhã quando a bebê ainda estava desaparecida (Foto: Anahi Zurutuza)

Sequestrada aos 28 dias de vida, a bebê resgatada em cativeiro no Paraguai já está de volta a Campo Grande, sua cidade natal. Apesar do susto e afastamento do colo materno, a recém-nascida, hoje com pouco mais de um mês, está bem de saúde e sendo amamentada por fórmula. Ela foi examinada em hospital de Pedro Juan Caballero, antes do repatriamento, e não apresentava sinais de que havia sofrido maus-tratos.

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Bebê sequestrada aos 28 dias de vida em Campo Grande foi resgatada no Paraguai e retornou à cidade natal em boas condições de saúde. O casal Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, preso em Pedro Juan Caballero, foi transferido para unidades prisionais em Ponta Porã após audiência de custódia. A criança ficará sob guarda da rede de proteção infantil até que a Vara da Infância decida sobre sua tutela. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Conforme apuração do Campo Grande News, a criança ficará sob a guarda de um integrante da rede de proteção à criança e ao adolescente enquanto a Justiça analisa o caso para decidir se volta ou não aos braços da mãe, uma adolescente de 17 anos. O paradeiro é mantido em sigilo absoluto pela segurança da bebê, diante da comoção do caso.

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) informou, via assessoria de imprensa, que “a criança encontra-se em segurança, sob acolhimento e passa bem”. “O local onde a criança está acolhida é mantido em sigilo, como medida necessária à sua proteção e à preservação de sua integridade. Neste momento, não serão divulgadas outras informações sobre seu paradeiro”.

Conforme informado pelo Conselho Tutelar, a menina deverá passar por nova avaliação, assim como seus familiares, antes que a Vara da Infância e Juventude defina com quem ela ficará.

Enquanto isso, a Polícia Civil ainda investiga e não detalhou as circunstâncias do sequestro.

O casal preso com o bebê na cidade paraguaia da fronteira com Mato Grosso do Sul foi transferido de delegacia para unidades prisionais de Ponta Porã nesta terça-feira (11).

Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa passaram por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (10). Ao juiz Renan da Silva Pinto, do Plantão Judiciário da 6ª Região, Alex disse ter sido agredido por policiais paraguaios e que teve seus pertences apreendidos. Em relação aos policiais brasileiros, relatou não ter sofrido abusos físicos ou psicológicos.  O termo da audiência de Suzilaine não foi disponibilizado.

Equipe da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), responsável pela investigação do desaparecimento da recém-nascida em Campo Grande, estava em Ponta Porã até o fim da manhã de hoje.

Resgate – A recém-nascida foi localizada por volta da 1h15 de domingo (9) em uma residência de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia separada por uma avenida de Ponta Porã. No imóvel, estavam Alex Melo e Suzilaine, presos em flagrante pela polícia paraguaia.

O rastreamento de sinais telefônicos foi um dos pontos de partida para que as forças de segurança chegassem ao endereço onde a criança era mantida.

Durante a ação, além da prisão do casal, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e um veículo Lifan azul. Depois do resgate, a menina foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica.

Segundo o relatório das autoridades, no momento em que foi encontrada, a bebê não estava com registro civil, certidão de nascimento ou CPF.

Após os procedimentos no Paraguai, Alex e Suzilaine foram expulsos do país e entregues à PF (Polícia Federal), em Ponta Porã, na tarde de domingo.

Desaparecimento – A bebê havia desaparecido na quinta-feira (7), em Campo Grande. Conforme registrado em boletim de ocorrência, a mãe da criança teria conhecido uma mulher pela internet ainda durante a gestação.

Segundo o relato feito à polícia, a mulher teria se aproximado da adolescente com a promessa de realizar um ensaio fotográfico da bebê e, posteriormente, oferecido R$ 100 para que a jovem cuidasse de outra criança.

A mãe da bebê e a irmã dela, de 13 anos, foram até uma residência ligada à mulher. Durante a madrugada, as duas teriam sido deixadas sem a recém-nascida nas proximidades de uma área de mata, na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário.

A partir da comunicação do desaparecimento, a Polícia Civil, por meio da DEPCA, iniciou as buscas com apoio de equipes especializadas e forças de segurança da região de fronteira. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também acionou o Alerta Amber para ampliar a divulgação do desaparecimento e auxiliar na localização da menina.

No sábado (8), antes do resgate no Paraguai, um homem que não teve o nome divulgado foi preso por uma equipe da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) por suspeita de envolvimento no sequestro.

Ele seria proprietário de uma residência que teria sido emprestada a um conhecido e supostamente utilizada para esconder a criança. Familiares do homem afirmaram que ele conhecia um dos suspeitos, mas que não sabia para qual finalidade o imóvel seria usado.