Comerciante denuncia onda de furtos de metais na região da Santa Casa
Nem numerais das residências escapam; vizinha chegou a flagrar homem no telhado
Nem a numeração fixada nos muros tem escapado da onda de furtos que moradores e comerciantes das proximidades da Santa Casa de Campo Grande têm enfrentado nas últimas semanas. O mais recente ocorreu na tarde do sábado passado (23), segundo o proprietário de uma loja de bicicletas que enviou fotos ao Direto das Ruas.
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Moradores e comerciantes das proximidades da Santa Casa de Campo Grande enfrentam uma série de furtos nas últimas semanas. Numerações de muros, tampas de esgoto, registros de água e até o padrão de energia de um prédio foram levados por ladrões. Apesar de câmeras de monitoramento instaladas na Avenida Mato Grosso, os crimes continuam. A Polícia Militar alegou não ter efetivo para atender uma ocorrência no local.
Walter Ferreira mantém o comércio aberto há sete anos na região. Ele afirma que os casos eram isolados, mas têm ficado mais frequentes do início do ano para cá.
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O padrão de energia do prédio onde funcionava uma antiga franquia da Subway foi furtado. Tampas de esgoto residencial, tampas dos registros de água e tudo o que era de metal ali perto viraram alvo dos ladrões, conforme verificou e fotografou o comerciante.
Num domingo à tarde, uma vizinha chegou a flagrar um homem no telhado de uma residência e os comerciantes acionaram a polícia.
"Ligamos para a Polícia Militar, mas disseram que eles estavam em apenas dois policiais numa viatura e não poderiam atender por conta disso. Tinha que ter três, pelo menos", conta Walter.
A assessoria de imprensa da corporação afirma que "o patrulhamento preventivo é realizado diuturnamente na região mencionada, a qual está sob a responsabilidade do 1º Batalhão de Polícia Militar, por meio das equipes de radiopatrulha. Rondas preventivas e abordagens policiais ocorrem diariamente, em todos os turnos, e em todos os bairros da Capital", começa.
A necessidade de tornar os casos oficiais registrando boletins de ocorrência é reforçada, já que "todo policiamento é realizado com base na análise de dados estatísticos, extraídos dos Boletins de Ocorrências e também dos atendimentos à comunidade local".
A área citada tem sido patrulhada e as viaturas monitoradas em tempo real, com rondas programadas conforme a mancha criminal e ainda com incremento conforme solicitações que chegam ao quartel que cuida da região. Além das ações rotineiras, operações extraordinárias poderão ser realizadas para saturar a área ou atender a uma situação crítica da área da unidade, como essa informada.
O batalhão responsável pela área será informado sobre a situação e fará uma análise para "aplicação das ações de modo a prevenir e reprimir essas ocorrências na região", diz em nota.
Câmeras - O lojista afirma que a Avenida Mato Grosso tem câmeras de monitoramento instaladas pelos órgãos de segurança da Capital, mas que de nada adiantam.
"Estamos prostrados. As câmeras nos fiscalizam, não podemos cometer nenhuma irregularidade, mas não inibem os furtos. Pedimos ajuda, mas ninguém ajuda", desabafa.
Matéria editada às 14h35 para acrescentar nota da PM.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem através das redes sociais. Também é possível entrar em contato pelo canal Direto das Ruas.




