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Direto das Ruas

Cuidadora denuncia envenenamento de gatos e quer acionar polícia

Delegacia especializada registra cerca de 3 casos de envenenamento por mês em Campo Grande

Por Izabela Sanchez | 18/10/2018 09:45
Ao menos três gatos foram mortos por envenenamento (Direto das Ruas)
Ao menos três gatos foram mortos por envenenamento (Direto das Ruas)

Selinei Pereira Lacerda, 47, é funcionária pública mas também dedica a vida a cuidar de gatos que ela encontra abandonados em Campo Grande. Agora, no entanto, ela pretende denunciar a polícia uma série de envenenamentos que ocorreram com os animais nos últimos 4 dias. Conforme explicou, dois gatos apareceram mortos e um está internado em uma clínica veterinária, que confirmou o envenenamento.

Além do envenenamento, mais de dez gatos, contou, estão desaparecidos. “Começou a aparecer animais aqui, vários filhotes aqui no portão e vários outros filhotes eu achei na área que eu trabalho, abandonados no mato”, contou.

Os casos ocorreram na Rua João Pinto Filho, no bairro Jardim Presidente. A cuidadora afirma que os animais têm acesso à rua e desconfia de uma vizinha. Eram cerca de 33 animais vivendo na casa. “Aqui não é fechado o quintal, eles têm acesso à rua, estavam pulando o muro da moradora do fundo, eu suspeito desse envenenamento”.

“Até agora, o que eu vi foram três e mais de dez estão desparecidos. Estou achando que foram morrer. Ontem eu tive notícias, a minha amiga ligou na clínica, ele está reagindo. Ele chegou aqui em casa vomitando, agonizando”, relatou.

Selinei filmou o animal doente:

Investigação - Titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista), Marco Antonio Balsanini afirma que a cuidadora pode procurar a Decat, ou qualquer delegacia para registrar a ocorrência. Selinei, no entanto, terá que apresentar laudo veterinário para que as investigações iniciem. Conforme o delegado, foram muitos casos esse ano. Ao menos 3 casos de envenenamento são desligados por mês.

O delegado também explica que parte da responsabilidade pode recair sobre ela, já que os animais tinham acesso à rua. “É um problema principalmente em relação a felinos. É difícil provar”, comentou.

“Cachorro geralmente come a isca dentro da casa do dono, porque o incômodo que ele causa geralmente é latido. Nos casos que a gente consegue chegar a autoria é câmera de vigilância ou depoimentos de vizinhos que viram o gato entrando, mas são provas circunstanciais, não é uma prova cabal”

O melhor caminho, explicou, ainda é a prevenção. O delegado recomenda que a cuidadora feche o quintal com telas e tente manter os animais dentro de casa.

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