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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

18/10/2018 09:45

Cuidadora denuncia envenenamento de gatos e quer acionar polícia

Delegacia especializada registra cerca de 3 casos de envenenamento por mês em Campo Grande

Izabela Sanchez
Ao menos três gatos foram mortos por envenenamento (Direto das Ruas)Ao menos três gatos foram mortos por envenenamento (Direto das Ruas)

Selinei Pereira Lacerda, 47, é funcionária pública mas também dedica a vida a cuidar de gatos que ela encontra abandonados em Campo Grande. Agora, no entanto, ela pretende denunciar a polícia uma série de envenenamentos que ocorreram com os animais nos últimos 4 dias. Conforme explicou, dois gatos apareceram mortos e um está internado em uma clínica veterinária, que confirmou o envenenamento.

Além do envenenamento, mais de dez gatos, contou, estão desaparecidos. “Começou a aparecer animais aqui, vários filhotes aqui no portão e vários outros filhotes eu achei na área que eu trabalho, abandonados no mato”, contou.

Os casos ocorreram na Rua João Pinto Filho, no bairro Jardim Presidente. A cuidadora afirma que os animais têm acesso à rua e desconfia de uma vizinha. Eram cerca de 33 animais vivendo na casa. “Aqui não é fechado o quintal, eles têm acesso à rua, estavam pulando o muro da moradora do fundo, eu suspeito desse envenenamento”.

“Até agora, o que eu vi foram três e mais de dez estão desparecidos. Estou achando que foram morrer. Ontem eu tive notícias, a minha amiga ligou na clínica, ele está reagindo. Ele chegou aqui em casa vomitando, agonizando”, relatou.

Selinei filmou o animal doente:

Investigação - Titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista), Marco Antonio Balsanini afirma que a cuidadora pode procurar a Decat, ou qualquer delegacia para registrar a ocorrência. Selinei, no entanto, terá que apresentar laudo veterinário para que as investigações iniciem. Conforme o delegado, foram muitos casos esse ano. Ao menos 3 casos de envenenamento são desligados por mês.

O delegado também explica que parte da responsabilidade pode recair sobre ela, já que os animais tinham acesso à rua. “É um problema principalmente em relação a felinos. É difícil provar”, comentou.

“Cachorro geralmente come a isca dentro da casa do dono, porque o incômodo que ele causa geralmente é latido. Nos casos que a gente consegue chegar a autoria é câmera de vigilância ou depoimentos de vizinhos que viram o gato entrando, mas são provas circunstanciais, não é uma prova cabal”

O melhor caminho, explicou, ainda é a prevenção. O delegado recomenda que a cuidadora feche o quintal com telas e tente manter os animais dentro de casa.

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