Em rua sem iluminação, jovem escapa de tentativa de ataque após reagir e correr
Trecho da via Ubirajara Guarani, na Vila Cidade Morena, é alvo de reclamações antigas e acumula vítimas

Uma jovem de 18 anos escapou de uma tentativa de estupro na noite de quinta-feira (2), na Rua Ubirajara Guarani, próximo ao cruzamento com a Avenida Ayrton Senna, na Vila Cidade Morena, em Campo Grande. O caso reacendeu as reclamações de moradores sobre a falta de iluminação pública no local, que, segundo eles, também já foi cenário de acidentes e outras ocorrências de violência.
RESUMO
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Uma jovem de 18 anos escapou de uma tentativa de estupro na quinta-feira (2) na Rua Ubirajara Guarani, na Vila Cidade Morena, em Campo Grande. O caso reacendeu reclamações de moradores sobre a falta de iluminação pública no local, já palco de acidentes e outros crimes. A família da vítima e moradores cobram da Prefeitura a instalação urgente de iluminação. A reportagem aguarda retorno da administração municipal.
Nas redes sociais, a mãe da vítima fez um apelo para que a Prefeitura instalasse iluminação pública na via e reforçasse a segurança na região. "Na noite de ontem, por volta das 19h30, minha filha, ao retornar do trabalho pela Rua Ubirajara Guarani, próximo à Avenida Ayrton Senna, foi vítima de uma tentativa de agressão. Um homem puxou seu cabelo e tentou levá-la para o mato. Felizmente, ela conseguiu reagir e escapar", escreveu.
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Ainda na publicação, ela afirma que o trecho permanece "completamente escuro, sem iluminação pública adequada", colocando em risco moradores e trabalhadores que utilizam a via diariamente. "Não é o primeiro relato de violência nessa região. Solicitamos à Prefeitura a instalação urgente de iluminação pública e o reforço da segurança antes que uma tragédia aconteça", acrescentou.
A vice-presidente da associação de moradores do bairro e mãe da vítima, Liliane Rigoni, em entrevista ao Campo Grande News, afirma que a sensação entre os moradores é de abandono. "A gente se sente desprotegida, insegura, com medo. Minha filha está com medo de andar sozinha”.
A irmã da vítima, Kevellyn Lauanny Rigoni, de 20 anos, autônoma, contou que ela fazia o mesmo percurso diariamente para voltar do trabalho e estava a cerca de cinco minutos de casa quando foi surpreendida. "Ela estava falando no telefone com uma amiga. Ele saiu do mato por trás dela, puxou o cabelo dela e mandou que não gritasse, que continuasse falando com a amiga", relatou.
Segundo Kevellyn, a amiga percebeu que algo estava errado durante a ligação e insistiu para que a jovem respondesse. Foi nesse momento que a vítima conseguiu reagir. "Minha irmã deu uma cotovelada na barriga dele e saiu correndo para a conveniência que fica na esquina, onde minha mãe estava esperando por ela”.
A família e os moradores ainda tentaram localizar o suspeito. "Nós corremos atrás dele, entramos no mato, mas não encontramos. Como a vegetação está muito alta e estava tudo muito escuro, ele conseguiu se esconder até desistirmos".
A irmã acredita que o homem observava a rotina da vítima. "Ele sempre anda pela região, antes do ataque ele passou num bar na esquina, comprou duas cervejas e ficou no mato esperando e ela sempre faz o mesmo".
Reclamação antiga
Segundo Liliane, o problema da falta de iluminação existe desde que a via foi aberta e nunca foi solucionado. “Desde quando abriram essa rua, ela nunca foi iluminada. Nem limpa. Não teve manutenção. Tenho pedido, há mais de um ano, iluminação e um quebra-molas. Aquela via já teve acidente com morte e outros relatos de tentativas de abordagem contra mulheres”, relata Liliane.
A irmã lembrou que, em novembro de 2024, um jovem morreu em um acidente no mesmo trecho. Na ocasião, Augusto Henrique Amorim de Oliveira, de 23 anos, perdeu o controle da motocicleta, bateu no meio-fio, chegou a ser socorrido pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu após dar entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas.
Na época, além das circunstâncias do acidente, familiares e moradores também cobraram melhorias na iluminação e na sinalização da via. "Morreu um menino no mesmo local e a reclamação era a mesma, falta de iluminação. Direto tem comentários de tentativa de assalto. Eles ficam escondidos no mato", afirmou a irmã.
A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para saber se há previsão de instalação de iluminação pública no trecho da Rua Ubirajara Guarani e aguarda retorno.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem através das redes sociais. Também é possível entrar em contato pelo canal Direto das Ruas.
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