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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

19/05/2019 14:48

Em UPA, frentista com suspeita de H1N1 aguarda abertura de leito em hospital

Informação foi enviada pela Sesau em resposta à família que pede ajuda para paciente internado desde sexta (17)

Ronie Cruz
Sesau informou que paciente está recebendo toda assistência possível na UPA após familiares reclamarem necessidade de UTI (Foto: Direto das Ruas)Sesau informou que paciente está recebendo "toda assistência possível" na UPA após familiares reclamarem necessidade de UTI (Foto: Direto das Ruas)

Em resposta à família do frentista Gilberto de Souza, 38, internado desde sexta-feira (17) na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas III com suspeita de gripe H1N1, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou neste domingo (19) que o paciente será encaminhado para o HU (Hospital Universitário) assim que surgir nova vaga na unidade.

"A transferência do paciente está sendo tratada com prioridade pela SESAU e assim que houver disponibilidade de leito o mesmo será transferido. Está sendo feito contato com o HU, que é referência para atendimento deste tipo de caso, para que haja mais celeridade neste processo", informou a Sesau por meio de sua assessoria de comunicação. 

A Secretaria informou ainda que apesar da necessidade de encaminhamento à unidade hospitalar diante da complexidade do caso "o paciente está recebendo toda a assistência possível na unidade de saúde, sendo acompanhado pela equipe de médicos e enfermeiros". 

Ajuda - Sem data prevista para a transferência, Gilberto de Souza permanece na UPA Moreninhas III, onde foi internado na sexta-feira com vários sintomas. A família pede ajuda para o frentista teria sido diagnosticado com H1N1 e enfrenta suspeita de tuberculose, conforme relato de sobrinhos. Eles reclamam que o tio está entubado e em estado grave, sem condições de suporte, e precisa de vaga em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). 

"Como ele está com H1N1, ele tinha de estar em isolamento. Mas ele está com três ou quatro paciente na área vermelha da UPA. É um risco para ele e para outros pacientes porque a tuberculose pode ser transmitida e como a imunidade dele está baixa ele também corre o risco de pegar mais alguma coisa”, contou o sobrinho Rafael da Silva Paulino.

A técnica de enfermagem Erica da Silva, 38, que veio de Chapadão do Sul com a mãe para acompanhar a situação do tio, diz que ele está sedado e com febre de 38°C desde a madrugada. “Ele chegou aqui na UPA com tosse, fraqueza, falta de ar e pálido. Ele não andava muito. Daí ele ficou inconsciente, piorou o quadro ontem e resolveram entubar ele depois de confirmar o H1N1”.

Ainda segundo a técnica de enfermagem, não foi possível fazer o exame para verificar a possibilidade de tuberculose porque as condições do tio não são favoráveis. Além disso, Gilberto já havia iniciado no começo do mês um tratamento contra pneumonia após ser diagnosticado com a doença na UPA do bairro Nova Bahia, mas novos sintomas apareceram.

“Ele precisa de uma UTI [Unidade de Terapia Intensiva) porque ele está com insuficiência respiratória e não está tomando antibiótico. Está base de soro e dipirona. Os medicos falam que tem que aguardar vaga, que nao depende deles e que tem que esperar”, disse Érica.

Diante do quadro clínico do paciente, cresce a preocupação entre os familiares de Gilberto. “A UPA é de Pronto Atendimento, ou seja, é só pra dar os primeiros atendimentos. Ela não tem suporte pra manter um paciente entubado. Pelo meu conhecimento de hospital a situação dele é grave. O organismo dele não suporta senão daqui a pouco ele entra em falência”, afirmou a técnica de enfermagem.

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