Laudo não aponta falha em medidor e idosa segue com conta de R$ 21 mil
Família já recorreu três vezes à Energisa e pretende contestar novamente a cobrança de setembro e outubro
Após a aferição do medidor de energia elétrica pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) não constatar irregularidades, a aposentada Sara Evangelista Ibraim, de 86 anos, deve continuar pagando R$ 21 mil nas contas de setembro e outubro. A família contesta o valor, que é muito superior à média mensal de R$ 250 que a idosa pagou nos últimos 4 anos.
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Após o Inmetro não constatar irregularidades no medidor, a aposentada Sara Evangelista Ibraim, de 86 anos, deve continuar pagando cerca de R$ 21 mil nas contas de setembro e outubro. Moradora do bairro Guanandi, em Campo Grande, ela pagava média de R$ 250 mensais há quatro anos. A família já contestou a cobrança três vezes, prepara novo pedido de revisão e busca a Defensoria Pública. A Energisa afirma que acompanha o caso e restabeleceu a energia, mas os parentes temem novo corte.
A Energisa informou ao Campo Grande News que o medidor foi retirado do imóvel em 29 de setembro, a pedido da cliente, para passar por aferição do Inmetro. O laudo técnico, emitido em 13 de outubro, apontou que o equipamento não apresentava irregularidades e confirmou que o consumo registrado correspondia à energia efetivamente utilizada na residência.
Segundo os familiares, esta será a quarta tentativa de contestação dos valores. A família afirma que já recorreu 3 vezes e pretende apresentar novo pedido de revisão. Os parentes também procuram a Defensoria Pública para tentar resolver a situação.
Sara mora sozinha em uma casa no bairro Guanandi. Segundo a filha, a aposentada utiliza poucos eletrodomésticos, entre eles duas geladeiras, máquina de lavar, chuveiro e televisão.
“Ela é uma senhorinha bem econômica, quase não deixa o ventilador e a televisão ligados. O consumo na casa dela não é alto”, afirmou a filha.
A família guarda as faturas dos últimos quatro anos, período em que as contas mantiveram média de R$ 250. No entanto, as cobranças de setembro e outubro chegaram a aproximadamente R$ 21 mil, divididos em uma parcela de R$ 10.454 e outras oito de valores menores.
Em resposta à reportagem, a Energisa afirmou que mantém contato com a cliente e segue atuando no caso. A família confirmou que a concessionária restabeleceu a energia, mas teme novo corte.


