Idosa que pagava R$ 250 de luz recebe cobrança de R$ 21 mil
Família afirma que aposentada mantém os mesmos hábitos de consumo e procurou a Defensoria Pública
Acostumada a pagar cerca de R$ 250 por mês de energia elétrica, a aposentada Sara Evangelista Ibraim, de 86 anos, levou um susto ao receber cobranças que somam R$ 21 mil referentes aos meses de setembro e outubro. O valor é muito superior ao das faturas anteriores e, segundo a família, foi mantido pela Energisa mesmo após uma vistoria no medidor da residência.
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Uma aposentada de 86 anos, moradora do Bairro Guanandi, em Campo Grande, recebeu fatura de energia de outubro com cobrança de mais de R$ 10 mil, valor cerca de 33 vezes maior que a média de R$ 250 dos últimos quatro anos. A família relata que a Energisa afirmou não haver erro no medidor, que teria registrado 4.828 quilowatts-hora. Sem acordo, recorreu ao Ministério Público e aguarda revisão. A empresa não respondeu ao Campo Grande News.
Sara mora sozinha em uma casa no Bairro Guanandi, região sul de Campo Grande. Segundo a filha, a aposentada utiliza poucos equipamentos elétricos: duas geladeiras, chuveiro, televisão e máquina de lavar, todos com moderação.
“Ela é uma senhorinha bem econômica, quase não deixa o ventilador e a televisão ligados. O consumo na casa dela não é alto”, afirmou a filha.
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A família conta que guarda as faturas dos últimos quatro anos, período em que as contas mantiveram média de R$ 250. No entanto, em setembro e outubro, a cobrança chegou a R$ 21 mil, divididos em uma parcela de R$ 10.454 e outras oito de valores menores.
Surpresa com o aumento, a filha procurou a Energisa para questionar os valores. Segundo ela, uma equipe foi até a residência e realizou um teste no medidor de energia. A concessionária teria informado que o equipamento funcionava corretamente e registrava consumo de 4.828 quilowatts-hora (kWh).
Mesmo após a contestação da família, a cobrança foi mantida. Sem conseguir resolver o problema diretamente com a empresa, os familiares procuraram a Defensoria Pública para buscar a revisão dos valores.
O caso foi relatado ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas. A reportagem procurou a Energisa para esclarecer a diferença entre as faturas e o resultado da vistoria, mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto.
(Com supervisão de Guilherme Cavalcante)
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.


