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Direto das Ruas

Moradores relatam quedas de energia quase diárias e prejuízos desde junho

Problema queimou eletrodomésticos e preocupa família de paciente que depende de aparelho para respirar

Por Viviane Oliveira | 12/08/2026 07:25
Moradores relatam quedas de energia quase diárias e prejuízos desde junho
Câmara fria apresentou defeito após oscilações no fornecimento de energia (Foto: Direto das Ruas)

Moradores do Conjunto Residencial Ana Maria do Couto, em Campo Grande, reclamam de quedas e oscilações frequentes no fornecimento de energia elétrica desde junho. Segundo os relatos, o problema ocorre quase diariamente, principalmente à noite, e já provocou a queima de eletrodomésticos e equipamentos utilizados por comerciantes da região. Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

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Moradores do Conjunto Residencial Ana Maria do Couto, em Campo Grande, relatam quedas e oscilações frequentes no fornecimento de energia elétrica desde junho, causando prejuízos a comerciantes e residentes. Um caso grave envolve idosa que cuida de filho acamado dependente de aparelho respiratório. A Energisa afirma que os indicadores estão dentro dos parâmetros da Aneel e que ocorrências decorrem de condições climáticas, mas prometeu enviar equipe técnica ao local.

Vice-presidente da associação de moradores e comerciante, Tabata Marinho afirma que as reclamações se intensificaram nos últimos meses. Segundo ela, os moradores acumulam protocolos de atendimento junto à Energisa, mas o problema persiste. “É todo dia. Essa semana só não aconteceu em um dia. No restante, aconteceu principalmente à noite”, relata.

Tabata também contabiliza prejuízos no próprio comércio. Uma câmara fria e um climatizador já apresentaram problemas após as oscilações, além de eletrodomésticos de outros moradores. “Minha câmara fria, que eu já tinha mandado arrumar há mais ou menos um mês, agora está com problema de novo. Vou ter que chamar a assistência técnica. É muito prejuízo”, lamenta. Em junho, a conta de energia do estabelecimento chegou a R$ 4.505,82.

No domingo (9), o problema começou ainda pela manhã. Tabata conta que abriu o estabelecimento às 7h e percebeu que parte dos equipamentos não funcionava. “Estava em meia fase. Meu freezer não estava funcionando e o pessoal do grupo [de moradores] também falou que não estava funcionando nada, só a iluminação”, conta.

A situação se repetiu entre 16h e 17h e continuado durante a noite. De acordo com a comerciante, as oscilações afetam tanto os estabelecimentos quanto moradores que trabalham de casa ou dependem de equipamentos elétricos.

Um dos casos que mais preocupa a comunidade é o de uma idosa que cuida do filho acamado. Conforme Tabata, o homem depende de aparelho para respirar, e a família não possui gerador para mantê-lo funcionando durante as interrupções no fornecimento de energia.

Em uma das ocorrências recentes, foi necessário providenciar uma ambulância para levar o paciente ao hospital diante do risco de o equipamento parar de funcionar. “Ela não tem condições de ter um gerador. Ele está totalmente debilitado, fica na cama e depende do aparelho. Quando falta energia, ela fica nessa correria”, afirma.

Os moradores mantêm grupo de mensagens para compartilhar informações sobre as interrupções e os protocolos registrados junto à concessionária. Tabata afirma que decidiu procurar ajuda após sucessivas tentativas de resolver o problema diretamente com a empresa. “Todo mundo paga sua conta certinho. A gente quer reivindicar um direito nosso. Estamos pagando, precisamos ter o serviço”, reclama.

A vice-presidente da associação afirma ter percebido que as oscilações se intensificaram após a ocupação de um condomínio residencial construído nas proximidades. Segundo ela, o aumento no consumo de energia pode estar relacionado ao problema.

Tabata conta que procurou a Energisa para reclamar da situação e, durante o atendimento, foi informada de que a demanda na região aumentou. “Falaram que era necessário trocar os transformadores”, relata.

Por meio de nota, a Energisa informou que os indicadores de desempenho do fornecimento estão dentro dos parâmetros estabelecidos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Segundo a concessionária, as avaliações realizadas até o momento apontam que as ocorrências registradas foram provocadas por condições climáticas.

Apesar disso, a empresa disse que enviará uma equipe técnica ao local para realizar uma avaliação e verificar a situação relatada pelos moradores.

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