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Direto das Ruas

Professor denuncia casos de covid após volta aos trabalhos presenciais

Os funcionários da rede estadual de ensino foram chamados para retomar as atividades nas escolas há duas semanas, mesmo sem alunos

Por Alana Portela | 19/02/2021 15:02
Resultado positivo de covid-19 feito por um dos funcionários da rede estadual de ensino. (Foto: Direto das Ruas)
Resultado positivo de covid-19 feito por um dos funcionários da rede estadual de ensino. (Foto: Direto das Ruas)

Após os funcionários da rede estadual de ensino serem chamados para retomar as atividades presenciais, professores denunciam aumento nos casos de covid-19 nas escolas. A denúncia chegou ao Direto das Ruas, duas semanas depois da convocação.

“Estamos percebendo o aumento dos casos de contaminação. Somente nessas semanas, seis pessoas já testaram positivo. Ainda tem alguns que esperam o resultado e outros que vão fazer o exame”, denuncia um professor, que prefere ter a identidade preservada.

Ele comenta que na escola onde trabalha, tem mais de 150 professores, além dos profissionais que atuam no administrativo, na cozinha, na limpeza, etc. O professor comenta que em 2020, foi um dos educadores que testaram positivo para o vírus.

“Peguei covid, e acredito ter pego na escola porque tínhamos que ir periodicamente ao local, para fazer algumas atividades. Nesse ano, estamos indo novamente as unidades para fazer o planejamento das aulas que iniciam no dia 1° de março”.

Até o momento, a Sed (Secretaria Estadual de Educação) não informou se as aulas voltam 100% on-line ou se no sistema híbrido. “Isso está gerando uma série de angústias porque a secretaria tem seu próprio protocolo de segurança, que é impossível ser cumprido”, diz.

Um dos motivos que fazem os funcionários questionarem a efetividade do protocolo de segurança é a quantidade de pessoas em sala de aula. “Ao invés da lotação máxima de 35% como no cenário nacional, alteraram para 50%. Percebemos que as escolas não estão prontas para esse retorno”.

Outra questão que está gerando dúvidas nos profissionais é o monitoramento e limpeza das escolas. “Não tem funcionários suficientes para ficarem na entrada, aferindo a temperatura de todos, desinfetando as mãos e material dos estudantes. Além disso, os banheiros precisam ser limpos a cada duas horas e as salas descontaminadas a cada turno, mas sabemos que não é impossível”.

As salas de aulas também são alvo de reclamação. “Todas mal ventiladas. Os alunos deverão fazer a refeição no local, terão que ficar de 10 a 15 minutos sem máscaras para comer. Quem vai ficar monitorando isso?”.

Mais um ponto levantado a respeito do monitoramento é a questão do uso da máscara de proteção pelos estudantes. “O Estado vai dar apenas três por alunos. Mesmo se levarem as três, quem garante que vão trocar?”, questiona.

“Independentemente do tamanho da escola, estamos tendo notícias do aumento de casos de covid até no interior. Queremos que revejam essa situação do presencial, talvez seguir os parâmetros que o município de Campo Grande tomou, com previsão de retomar as aulas presenciais somente no segundo semestre”, declara.

A reportagem entrou em contato pela manhã com a Secretaria Estadual de Educação para ter uma resposta oficial sobre a situação, contudo, até o fechamento da matéria, não obteve retorno.

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