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Direto das Ruas

Sem esparadrapo e luvas, paciente denuncia falta de insumos para curativos

Sem materiais básicos, Antônio relata risco de não conseguir manter tratamento diário

Por Geniffer Valeriano | 11/05/2026 15:52
Sem esparadrapo e luvas, paciente denuncia falta de insumos para curativos
Luvas, máscaras e esparadrapos aparecem em lista de itens em falta (Foto: Direto das Ruas)

Esparadrapos, luvas e máscaras são insumos básicos usados diariamente na realização de curativos. No entanto, desde dezembro, esses itens aparecem como “em falta” na lista de materiais destinados ao atendimento de Antônio Carlos da Silva Filho, de 43 anos, paciente acamado em Campo Grande.

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Paciente acamado em Campo Grande enfrenta risco de morte por falta de insumos básicos para curativo na USF Aero Itália. Antonio Carlos, 43 anos, cadeirante há 18 anos após assalto, depende de atendimento diário na unidade, que registra escassez de esparadrapos, luvas, máscaras e gazes desde dezembro. Dos 13 itens necessários, apenas seis estão disponíveis. A Sesau não respondeu ao pedido de comentário.

Ao procurar o Campo Grande News, Antônio contou que se tornou cadeirante após ser vítima de um assalto há 18 anos. Ele mora com a mãe, de 85 anos, que não tem condições de ajudá-lo nos cuidados. Por isso, precisa ir frequentemente à USF (Unidade de Saúde da Família) Aero Itália para realizar o curativo de um ferimento aberto, decorrente da agressão.

“Todos os dias eu faço curativos lá porque minha mãe não tem condições de fazer em mim. Está faltando material, falta gaze e outros itens. Eu comprei algumas vezes, mas agora não tenho condições”, relata.

Sem esparadrapo e luvas, paciente denuncia falta de insumos para curativos
Com dois palmos de comprimento, ferida de Antonio precisa de curativo diário (Foto: Direto das Ruas)

Segundo ele, nesta manhã foram utilizados retalhos de esparadrapo para improvisar o atendimento. Para o dia seguinte, no entanto, já não há insumos suficientes para garantir o procedimento. O paciente guarda listas de dezembro do ano passado e dos meses de fevereiro, março e abril deste ano que apontam a falta recorrente de materiais.

Entre os itens em falta estão seringa, máscara descartável, luva estéril, curativos, compressas e coletor. Ao todo, dos 13 produtos que deveriam estar disponíveis, a unidade conta com apenas seis.

“Amanhã eu não tenho condições de fazer o meu curativo e o posto que me atende também não tem material. Está faltando esparadrapo, está faltando um monte de coisa. Eu não quero morrer, preciso fazer esse procedimento todos os dias. O meu curativo é enorme, é do tamanho de dois palmos”, afirma.

A reportagem procurou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) para comentar a falta de insumos. Até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.

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