Sem salário há 3 meses, terceirizadas da UFMS suspendem limpeza
Auxiliar afirma que cerca de 40 trabalhadoras estão sem receber e cita ameaça de demissão após paralisação
Funcionárias terceirizadas responsáveis pela limpeza de banheiros da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, paralisaram as atividades na sexta-feira (5) após relatarem atraso de salários. Segundo relatos enviados pelo canal Direto das Ruas, cerca de 40 trabalhadoras estariam sem receber desde março.
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Cerca de 40 funcionárias terceirizadas da limpeza da UFMS, em Campo Grande, paralisaram as atividades na sexta-feira (5) após relatarem atraso de salários desde março. As trabalhadoras, vinculadas ao Grupo M3, com sede em Brasília, afirmam que a empresa alega pendências com a universidade para justificar o não pagamento. Há relatos de ameaças de retaliação contra quem aderiu à paralisação. A UFMS e o Grupo M3 foram procurados, mas não se manifestaram.
O serviço é prestado por funcionárias vinculadas à empresa Grupo M3, com sede em Brasília (DF), conforme a denúncia recebida pela reportagem. A auxiliar afirma que as trabalhadoras vinham mantendo a limpeza mesmo sem pagamento, mas decidiram interromper as atividades depois de sucessivas promessas sem solução.
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“Estamos desde março sem esse pagamento”, relatou uma funcionária. Segundo ela, a justificativa repassada às trabalhadoras é de que a empresa ainda não teria resolvido pendências com a UFMS, o que impediria a liberação dos valores. “Fica um jogando para o outro”, disse.
Ainda conforme o relato, as funcionárias participaram de reuniões, mas não receberam previsão concreta para regularização. “A empresa começou falando que ia pagar, que ia pagar. Aí fizemos reunião atrás de reunião e eles sempre falam: segura aí, vai segurando”, afirmou.
A trabalhadora também disse que o grupo decidiu não limpar mais os banheiros até que os salários sejam depositados. “A gente resolveu fazer paralisação. Desde sexta-feira a gente não limpa mais a UFMS, os banheiros, nada. A gente só vai voltar a limpar assim que o pagamento cair na conta”, declarou.
Outro ponto relatado pela auxiliar é a suposta ameaça de retaliação contra quem aderiu à paralisação. “Eles ficam falando que, se a gente não limpar, vão mudar a gente de setor ou até mesmo mandar embora”, afirmou. Para ela, a situação é injusta, já que as funcionárias teriam continuado trabalhando mesmo sem receber.
A auxiliar disse ainda que não há previsão para pagamento. “Não deram retorno ainda, não tem previsão, não tem justificativa. Fica enrolando a gente”, declarou.
A reportagem procurou a UFMS e o Grupo M3 para saber se há atraso nos repasses, qual a situação contratual da empresa e quando os pagamentos serão regularizados. O espaço segue aberto para manifestação.
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