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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

28/08/2018 15:36

Som alto em parque volta a ser "tormento" para vizinhança

Segundo os moradores, durante o final de semana foi difícil dormir por causa do show, que passou das 4h

Bruna Kaspary
O Funileiro Antônio Carlos Corrêa mostra que o palco dos shows está bem próximo ao muro do parque, sem isolamento acústico (Foto: Henrique Kawaminami)O Funileiro Antônio Carlos Corrêa mostra que o palco dos shows está bem próximo ao muro do parque, sem isolamento acústico (Foto: Henrique Kawaminami)

Som alto, perturbação, janelas tremendo e, principalmente, dificuldade para dormir. Um problema que os vizinhos ao Parque de Exposições Laucídio Coelho acreditavam que havia acabado voltou a atormentar quem vive por ali, depois que começou a Expo-MS. A feira, que começou no fim de semana passado, vai até 2 de setembro e é motivo de preocupação para a vizinhança por causa do barulho.

Um dos moradores, de 78 anos, reclama que não conseguiu dormir direito durante todo o final de semana. Segundo ele, as janelas da casa chegaram a trepidar com o barulho. Para para tentar "ter paz", conta, ele teve que colocar pedaços de papelão entre o vidro e o batente.

A filha dele, de 49 anos, diz ter ligado para a polícia com intuito de tentar alertar os organizadores sobre os abusos e foi informada que, além dela, inúmeros outros moradores já tinham tomado a mesma atitude. “Aqui nós estamos dentro do show”, define.

Idoso colocou pedaço de papelão na janela para tentar diminuir o barulho do vidro batendo com a intensidade do som (Foto: Henrique Kawaminami)Idoso colocou pedaço de papelão na janela para tentar diminuir o barulho do vidro batendo com a intensidade do som (Foto: Henrique Kawaminami)

“Parece que o som afunila e cai tudo para cá”, especula o funileiro Antônio Carlos Corrêa, de 62 anos. Segundo conta, na última sexta-feira já passava da 1h30 quando ligou para a polícia e foi informado que já havia equipe na região. “Queria ligar mais vezes, porque ficou muito tempo, mas minha mulher disse para eu deixar eles trabalharem”, pontua.

Outro vizinho da exposição que tem se incomodado muito com o som excessivo é o corretor de imóveis Edson Alves, de 38 anos. Ele afirma que a música alta foi surpreendente e que não se recorda, nem mesmo quando adolescente, de ter visto algo semelhante. “Eu nasci e fui criado aqui, mas nunca vi um som tão alto como foi sábado”.

Ele comenta que o show foi até mais de 5h de manhã e que nem ele nem os pais, que estão o visitando, conseguiram dormir naquela noite.

Justificativa - A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), responsável pelo Parque de Exposições, informou que, na sexta-feira (24) houve um imprevisto com a dupla Zé Neto e Cristiano, que veio se apresentar na exposição, e por isso o show acabou mais tarde. “Nós informamos o MPE (Ministério Público Estadual) que o avião estava parado em Curitiba por causa do mau tempo, e até pensamos em cancelar, mas como eles conseguiram levantar voo resolvemos manter a programação”, disse o vice-presidente da entidade, Jhonatan Barbosa.

Segundo ele, o evento aconteceu com todos os alvarás de funcionamento, inclusive do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Bombeiros e MPE. Em relação ao show do cantor Gustavo Mioto, Barbosa informou que quem ofereceu a apresentação foi a prefeitura de Campo Grande, em comemoração ao aniversário da cidade.

O parque já chegou a ficar interditado, em 2014,  por causa de poluição sonora provocada pelos shows e foi alvo de ação do MPE, o que provou mudanças, incluindo um limite de horário mais rígido para as apresentações.

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Moro a 5km de distância do Parque Laucídio Coelho e na sexta feira e no sábado ninguém por aqui dormiu também. As janelas vibravam e o show parecia estar acontecendo na sala da minha casa.
Se querem fazer show que façam num local com acústica adequada ou afastado da cidade, engraçado a lei funcionar para empresários donos até mesmo de locais com música ambiente e não funcionar para esse tipo de evento.
Espero que nesse final de semana alguém tome alguma providencia.
Um desrespeito a toda a população que não quer participar do evento.
 
Karen Ostetto em 29/08/2018 08:52:19
Quem comprou casa perto do Parque sabia que ali tinha shows e que, de vez em quando, haveria barulhos dos mesmos. Que comprassem em outro local e não ali para depois ficarem reclamando e atrapalhando o lazer de muitos campo-grandenses e dos artistas que ali se apresentam.
 
Seusamuca em 28/08/2018 18:34:09
Nunca vi um povo tão mimizento, tão frescurento, quanto o povo desta cidade. Nunca tem lugar pra ir, aí reclamam, e quando tem, não se dão por satisfeitos e reclamam também... Povo que só pensa em dormir. Toda vida teve festa, shows, exposições, no Parque e ninguém reclamava, afinal eram jovens né? Queriam curtir... Agora que estão velhos acham que ninguém pode se divertir, só querem saber de dormir... acho que esse povo está precisando ir no médico... Deixa quem quer se divertir, contanto que não façam arruaças, não depredem ou coisas do tipo, uns dias de show não vai matar ninguém. Depois só ano que vem. Povo chato viu?
 
Mariana Carvalho em 28/08/2018 16:17:39
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