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Economia

Bioceânica acelera no Paraguai e último trecho sem asfalto ganha pavimento

Primeiros quilômetros da obra no Chaco paraguaio já recebem pavimentação

Por Anderson Viegas e Toninho Ruiz | 23/06/2026 10:16
Bioceânica acelera no Paraguai e último trecho sem asfalto ganha pavimento
Primeiros quilometros da PY15 no Paraguai já começaram a receber a pavimentação asfáltica (Foto: Toninho Ruiz)

As obras de pavimentação do último trecho sem asfalto da Rota Bioceânica no Paraguai seguem em ritmo acelerado. São 224 quilômetros da rodovia PY15, entre as cidades de Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na região do Chaco paraguaio, na fronteira com a Argentina.

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As obras de pavimentação do último trecho sem asfalto da Rota Bioceânica no Paraguai avançam na PY15, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, no Chaco, com 224 quilômetros divididos em quatro lotes e investimento de US$ 354 milhões do Fonplata. No lote 2, a execução chega a 90% do aterro e 6 quilômetros de asfalto já foram concluídos. O corredor deve ligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

 A pavimentação desse segmento foi dividida em quatro lotes. Segundo o MOPC (Ministério das Obras Públicas e Comunicações do Paraguai), o projeto está sendo executado por quatro consórcios e conta com investimento de US$ 354 milhões, financiados pelo Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata).

No lote 2, um dos mais avançados da obra, o MOPC informa que os trabalhos já alcançaram cerca de 90% de execução do aterro principal. A estabilização do solo atingiu 88%, enquanto a camada de solo-cimento chegou a 69%. A aplicação da base de brita alcança 36% de execução e a etapa final da pavimentação já começou, com os primeiros 6 quilômetros de concreto asfáltico concluídos.

 A pavimentação no Chaco paraguaio é uma das obras fundamentais para viabilizar o Corredor Bioceânico, também chamado de RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. A via é uma megaestrutura logística, com mais de 2,4 mil quilômetros de extensão, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Bioceânica acelera no Paraguai e último trecho sem asfalto ganha pavimento
Pavimentação no Chaco paraguaio é uma das obras fundamentais para viabilizar o Corredor Bioceânico (Foto: Toninho Ruiz)

 Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, é o portal brasileiro da rota. A expectativa dos quatro países envolvidos é transformar o corredor em uma importante via para exportação e importação de mercadorias entre a América do Sul e os mercados asiáticos, com potencial de reduzir em até 30% os custos logísticos e em até 15 dias o tempo de transporte em comparação com rotas marítimas tradicionais, como a que passa pelo Canal do Panamá.

 Segundo o MOPC, a extensão da Rota Bioceânica em território paraguaio foi dividida em três grandes trechos para pavimentação. O primeiro, entre Carmelo Peralta e Loma Plata, possui 277 quilômetros e já foi concluído. O investimento nessa etapa somou US$ 443 milhões.

 Em Carmelo Peralta está em construção a Ponte da Bioceânica, que ligará o Paraguai ao Brasil, por meio de Porto Murtinho. A estrutura é considerada essencial para a consolidação do corredor e já alcançou cerca de 88% de execução.

 O segundo trecho da rota vai de Cruce Centinela a Mariscal Estigarribia. Com 102 quilômetros de extensão, o projeto prevê investimento de US$ 200 milhões, financiados por meio de empréstimo autorizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

 Segundo o ministério, enquanto a pavimentação não é concluída, a rodovia PY09, que passou por melhorias, pode ser utilizada como alternativa de tráfego na região.

 O terceiro trecho, que já começa a receber a base asfáltica e tem conclusão prevista para janeiro do próximo ano, superou etapas consideradas críticas, como a construção de mais de 50 quilômetros de aterro e a implantação de 57 linhas de bueiros, estruturas essenciais para garantir a durabilidade da rodovia nas condições do solo do Chaco.

 O projeto prevê pista com 7 metros de largura, acostamentos de 2,5 metros em cada lado e passagens de fauna destinadas à preservação do ecossistema local.