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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

07/11/2017 12:09

Caixa libera crédito da casa própria e contratos voltam a ser assinados em MS

Paulo Nonato de Souza
O presidente da Acomasul, Adão Castilho, durante a passeata no mês de julho em Campo Grande (Foto: Divulgação)O presidente da Acomasul, Adão Castilho, durante a passeata no mês de julho em Campo Grande (Foto: Divulgação)

A Caixa Econômica Federal ampliou em R$ 8,7 milhões os recursos do crédito habitacional para as faixas 1,5 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, para famílias com renda de até R$ 4 mil reais, e começou a convocar vendedores e compradores para assinar os contratos de financiamento de imóveis que estavam parados nas agências, anunciou a Acomasul (Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul), em nota divulgada nesta terça-feira (7).

Segundo a Acomasul, as duas faixas representam 86% de todos os financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. “Em Mato Grosso do Sul, centenas de contratos envolvendo imóveis do Minha Casa, Minha Vida estavam parados desde setembro à espera de liberação de crédito”, afirma Adão Castilho, o presidente da Acomasul.

Segundo a Caixa, a restrição aconteceu por causa do acordo internacional de Basileia. Este acordo firmado por mais de 100 países cria exigências mínimas de capital para que os bancos possam sustentar sua carteira de crédito.

“Logo que começou o contingenciamento de crédito, a diretoria da Acomasul foi até Brasília onde participou junto com a FENAPC (Federação Nacional dos Pequenos Construtores) de reuniões no Ministério das Cidades e na presidência da Caixa Econômica Federal. Vários políticos deram apoio aos construtores”, diz a nota

Em Campo Grande, a Acomasul reuniu lojistas, corretores e outros profissionais do segmento da construção civil para uma carreata pelo centro da capital até a Superintendência da Caixa, na Avenida Mato Grosso.

“A nossa mobilização surtiu efeito e foi um alento porque muitas famílias viviam o pesadelo de perder o que tinham investido nos imóveis. Já os construtores estavam prestes a fazer demissões porque não tinham capital e nem garantia de vender os próximos empreendimentos”, explica Adão Castilho.

De acordo com dados da Acomasul, só em Campo Grande, até junho deste ano, foi aprovada pela prefeitura a construção de quase 5 mil imóveis que devem ser vendidos até dezembro de 2018.

“Agora temos fôlego para tocar nossos projetos e girar a economia. Acreditamos no reaquecimento da construção civil daqui pra frente”, diz Adão Castilho.



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