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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Maio de 2019

20/03/2019 11:52

CDL diz que Reviva Centro contribuiu para fechamento de 1,5 mil empresas

Presidente da CDL disse que a execução das obras não seguiu o que foi discutido em reuniões; prefeito disse que somente irá falar sobre assunto quando tiver números em mãos

Silvia Frias e Danielle Valentim
Trecho da avenida Afonso Pena com 14 de Julho, em obra no mês de fevereiro (Foto/Arquivo: Kisie Ainoã)Trecho da avenida Afonso Pena com 14 de Julho, em obra no mês de fevereiro (Foto/Arquivo: Kisie Ainoã)

Em onze meses, a crise econômica e as obras do Reviva Centro teriam sido responsáveis pelo fechamento de 1,5 mi empresas em Campo Grande, segundo estimativa divulgada pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas). Um dos setores mais afetados seria o de serviços, com encerramento de 828 empreendimentos.

O cálculo feito pela CDL leva em conta o período de abril de 2018 a março deste ano, em levantamento feito no quadrilátero das avenidas Fernando Corrêa da Costa, Mato Grosso, Calógeras e Rua Pedro Celestino.

Em abril do ano passado, foram contabilizadas 5.269 empresas na região, sendo serviço a com maior número de empreendimentos, 1.971, seguido do comércio (1.437). Constam, ainda, duas indústrias, 37 moradias/comércios e 17 instituições religiosas.

Em março deste ano, o total caiu para 3.370, redução de 36,10% nas atividades, entre comércio, indústria e instituições financeiras. No período, houve fechamento de 828 empresas no setor de serviços e 676 comércios, uma indústria.

O presidente da CDL, Adelaido Vila, disse que os números são reflexo da crise econômica de 2018, mas, “principalmente pela forma como foi executada a obra do Reviva Centro”.

Vila diz que o cronograma e o plano de obras foram discutidos em várias reuniões, mas que no momento da execução, o combinado não foi realizado. “Era para ser de duas em duas quadras, mas no início da obra começou na Fernando Corrêa e já fechando Maracaju e Marechal Rondon”.

Segundo ele, isso já teria gerando grande impacto, pois os comerciantes ficaram com estoque represado. “Todas as sugestões que demos não foram levadas em consideração” disse Vila.

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), ficou espantando com o número apresentado pela CDL. “1,5 mil empresas? Eu não quero comentar sem colocar a mão no documento, mas, 1,5 mil empresas?”.

Reviva Centro - As obras do Reviva Centro tem previsão de intervenções na rua 14 de Julho, além outras vias da área central, como a Calógeras, Padre João Crippa, Fernando Corrêa da Costa e Mato Grosso. Todas receberão melhoria na infraestrutura, acessibilidade dos passeios públicos, arborização, iluminação e sinalização.



Com certeza as obras do Reviva tem pouquíssima ou zero influência sobre o fechamento de empresas.
O fator principal é a falta de renda da população.
Não existe dúvida disso.
Sem renda não há desenvolvimento.
E de 2016 pra cá, a partir do governo Temer, todas as ações do governo federal tem sido no sentido de tirar renda da população.
E no governo atual não há nenhuma movimentação no sentido de retomada.
Pelo contrário. Para o Bolsonaro o desemprego não existe.
Só que a realidade é outra.
Temos 12 milhões e 600 mil desocupados no Brasil.
Temos 100 mil desocupados no MS.
E temos 49 mil desocupados em Campo Grande.
E por enquanto é só viagem bizarra do presidente para os EUA.
Essa é a realidade.
O resto é conversa fiada.
 
Critico em 20/03/2019 12:36:52
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