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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

12/03/2011 10:36

Cerca de 2 mil caminhoneiros do Estado estão parados no Porto de Paranaguá

Ítalo Milhomem
A fila de carretas na BR-277 que dá acesso ao Porto de Paranaguá já chega 40 km. (Foto Heuler Andrey/Uol) A fila de carretas na BR-277 que dá acesso ao Porto de Paranaguá já chega 40 km. (Foto Heuler Andrey/Uol)

O Sindicargas/MS (Sindicato dos Trabalhadores de Transportadores de Cargas e Similares de Mato Grosso do Sul) estima que cerca de 2 mil caminhoneiros que pegaram cargas no Estado estejam paralisados na BR -277, que dá acesso ao Porto de Paranaguá (PR), principal plataforma de exportação de grãos no País.

Relatos são de que há pelo menos 44 quilômetros de congestionamento.

O motivo deste entrave na entrega dos grãos nos portos pode ser a safra recorde, que de acordo com Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) terá cerca de 154,2 milhões de toneladas de grãos, 3,4% a mais que a safra anterior, que circularão pelas rodovias em direção aos portos para escoação nos próximos dias.

Segundo o presidente do Sindicargas/MS, Roberto Sinai, a falta de estrutura para descarga atrasa a vida dos caminheiros que chegam a esperar dias para descarregar os produtos e consequentemente perdem dinheiro ao deixar de transportar novas cargas.

“Com certeza temos muitos trabalhadores do Mato Grosso do Sul, como caminheiros de outras regiões que pegaram carga aqui, porque temos frota meio deficitária então temos caminhões de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, que trabalham na nossa safra também”, conta Sinai.

A principal reclamação dos caminheiros é por conta da falta de pagamentos de diárias por conta dos dias parados nas estradas.

“Os embarcadores acabam se abusando dos caminheiros, fazendo os caminhões depósito, como se fossem cilos, porque eles têm a necessidade de entregar a nota fiscal no porto aduaneiro para confirmar o desembarque da carga. Mas os sindicatos estão atuando para cuidar que os embarcadores paguem as diárias de paralisação, após 24 horas , pois é um direito nosso”, reclama o presidente do Sindicargas.

Sinai explica como funciona o cálculo da diária reivindicada pelos caminheiros.

“A diária é calculada em 1 real por hora, multiplicado pela a quantidade de toneladas que a carreta transporta. Então um caminheiro que fica parado um dia na estrada (24 horas) e carrega uma carga de 30 toneladas, tem direito a uma diária de R$ 720, 00, já que conduz uma carreta bi-trem, que carrega cerca de 38 toneladas receberia R$ 912,00”, explica Sinai.

Sinai afirma que representantes de vários sindicatos no País estão se dirigindo para o Porto de Paranaguá para acompanhar a situação e cobrar o pagamento das diárias dos caminheiros.



só esperamos q tenha um bom resultado porq afinal carregamos as riquezas deste pais e até hoje ninguem olhou com bons olhos pra nós
 
adailton de arruda carvalho em 12/03/2011 11:52:29
Lamentável isso... É sabido por todas as autoridades portuárias que o funil está nas plataformas destes portos. Não só o de Paranaguá, mas sim em todos. Falta um pouco de vontade política pra melhorar, e como sabem que por aí circulam milhões e milhões em mercadorias, não passam para a iniciativa privada como aconteceu em países privados. Enquanto a corja política do nosso país continuar com esse jeito de governar só pensando nos interesses próprios e dos partidos, não adianta ter safra recorde, pré-sal, maior bioma do mundo que o povo brasileiro nunca vai poder disfrutar das riquesas geradas pelo país!!!
 
Willian Salviano em 12/03/2011 07:30:15
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