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Economia

Clientes enfrentam chuva na espera por abertura de agências

Sindicato pontua que a cada dia de negociação uma ação diferente será feita pela categoria

Danielle Valentim e Miriam Machado | 22/08/2018 11:53
Campanha atrasou a abertura e clientes desavisados formaram filas. (Foto: Marina Pacheco)
Campanha atrasou a abertura e clientes desavisados formaram filas. (Foto: Marina Pacheco)

A paralisação de uma hora organizada pelo SEEBCG-MS (Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região) deixou clientes esperando na chuva nesta segunda-feira (22). Na Avenida Eduardo Elias Zahran, a única agência que abriu o hall, foi a da Caixa Econômica Federal.

Uma campanha nacional dos bancários atrasou a abertura e clientes desavisados formaram filas. A reportagem percorreu a avenida e constatou que no Itaú as pessoas esperavam ao lado de fora, na Caixa os usuários aguardam abertura no hall e, no Banco do Brasil e Santander, poucos clientes aguardam o início dos atendimentos.

O serralheiro Elias Manoel de Paula preferiu não enfrentar a chuva. “Eu trabalho no Rita Vieira e o banco do Itaú da Zahran é o mais próximo. Mas como falta meia hora vou em casa almoçar”, disse.

A clientes Vera Borges só foi até a agência do Banco do Brasil trocar dinheiro. “Lá dentro me explicaram que a mobilização é por aumento de salário e se for por esse motivo eu apoio e como só vim trocar as cédulas vou procurar outra”, disse.

O pedreiro Sidiney Hortência da Costa procurou o banco Itaú para pagar conta. “Eu nem estava sabendo, mas o jeito é esperar, ainda bem que não está chovendo forte”, disse.

Protesto - Ao Campo Grande News, a secretária de Finanças do sindicato, Neide Maria Rodrigues, explicou que a cada dia de negociação uma ação diferente será feita pela categoria. Ontem, os diretores do SEEBCG-MS percorreram as agências da Capital para conscientizar os bancários sobre a situação e hoje os bancos que ficam na Zahran abrirão com uma hora de atraso.

Enquanto isso, representantes dos bancários de todo Brasil se reúnem com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) em São Paulo para uma nova tentativa de negociação. Nesta terça-feira, a Fenaban apresentou uma nova proposta com 0,5% de aumento real por dois anos, que foi rejeitada pela categoria.

Para os bancários, o percentual não é apenas abaixo do que a categoria espera, mas também menor do que os banqueiros podem pagar, “considerando os lucros recordes de R$ 47,4 bilhões no ano passado e R$ 31,6 bilhões só no primeiro semestre de 2018”.

Hoje a categoria pede um ganho real de 5% e a garantia dos direitos adquiridos na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). “Todos os anos assinamos um pré-acordo que garante a CCT, mas por conta das novas leis trabalhistas eles se negam a assinar. O que queremos, principalmente, é a garantia dos direitos dos empregados”, defende.

Segundo Neide, a data-base para a assinatura do CCT é 31 de agosto, se até lá não houver avanço nas negociações, a categoria entrará em greve. “Queremos esgotar as propostas que contemplam a categoria, mas se não houver mudança vamos entrar em greve”, afirmou Rodrigues. As rodadas de negociação devem acontecer até quinta-feira (23).

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