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Economia

Com leite e manteiga em alta, cesta básica encarece 24% na Capital em um ano

Em um mês, Campo Grande teve maior aumento no preço da manteiga em todo País; leite teve 3º maior alta

Por Guilherme Correia | 06/07/2022 10:52
Dieese aponta que leite integral custa, em média, R$ 6,28 na Capital. (Foto: Henrique Kawaminami)
Dieese aponta que leite integral custa, em média, R$ 6,28 na Capital. (Foto: Henrique Kawaminami)

Em um ano, a cesta básica ficou 23,97% mais cara em Campo Grande, conforme o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O leite integral teve a terceira maior variação entre capitais analisadas, de maio para junho, ficando 12,95% mais caro, sendo o quinto aumento mensal consecutivo, enquanto a manteiga teve maior aumento do País, ficando 5,69%.

Em 12 meses, todas as cidades apresentaram acréscimo de preço nos dois produtos. "O período de entressafra e o impacto da estiagem nas pastagens reduziram a oferta do leite que, somada aos altos custos de produção, com alimentação do gado e medicamentos, resultaram em elevação do preço do produto no campo", diz publicação do Dieese.

"Do lado da demanda, tem havido disputa entre as indústrias de laticínios na compra da matéria-prima para a produção dos derivados lácteos. Todos esses fatores ocasionaram a alta dos preços médios do leite UHT e da manteiga. Vale destacar o impacto da desvalorização do real frente ao dólar no preço da manteiga, uma vez que parte do que é consumido no Brasil, é importada."

Recentemente, o Campo Grande News noticiou que houve crescimento no valor pago aos produtores de leite em Mato Grosso do Sul. Nas prateleiras de mercados da Capital, o litro do produto chegou a bater os R$ 7 e impactou na precificação de derivados, com o quilo do queijo ultrapassando os R$ 60.

A média da cesta básica em Campo Grande ficou cerca de 0,49% mais barata em um mês e, em junho, custa cerca de R$ 702,65. O conjunto de itens representa cerca de 62,7% do salário mínimo vigente no Brasil. Conforme a estimativa do órgão, o trabalhador gasta 127 horas para conseguir adquirir a cesta. Desde o início de 2022, o conjunto ficou 9,55% mais caro.

No entanto, a batata apresentou queda de preço em todas as cidades verificadas, incluindo Campo Grande, em "consequência da maior oferta em razão da intensificação da colheita da safra de inverno". A Capital teve o maior aumento do Brasil, ficando 19,6% mais barata.

Além do leite, o feijão carioquinha (8,19%), a manteiga (5,69%), a banana (3,44%), a farinha de trigo (2,11%), o pãozinho francês (1,01%) e o café em pó (0,65%) registraram alta de preços. Por outro lado, o tomate teve retração de 17,47%, além óleo de soja (2,91% mais barato), o açúcar cristal (2,87%) e o arroz agulhinha (2,52%).

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