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JANEIRO, QUARTA  07    CAMPO GRANDE 24º

Economia

Comece a planejar agora, para o próximo janeiro não pesar tanto no bolso

Poupar 10% da renda e investir melhor pode evitar o sufoco financeiro

Por Inara Silva | 05/01/2026 09:34
Comece a planejar agora, para o próximo janeiro não pesar tanto no bolso
Organização financeira começa com planejamento entre ganhos e despesas (Foto: Juliano Almeida)

Impostos, despesas de fim de ano, férias e custos escolares fazem de janeiro, todos os anos, um dos meses mais difíceis para o bolso das famílias. Para quem não conseguiu se organizar em 2025, o desafio agora é usar os próximos 12 meses para garantir um início de 2027 mais tranquilo.

RESUMO

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O mês de janeiro concentra diversas despesas importantes, como impostos, gastos escolares e contas residuais das festas de fim de ano. Para enfrentar esse período com mais tranquilidade, especialistas recomendam poupar ao menos 10% da renda mensal ao longo do ano. O planejamento financeiro deve incluir investimentos mais rentáveis que a poupança, como Tesouro Selic, CDBs e fundos de renda fixa. Para trabalhadores com carteira assinada, é fundamental utilizar o 13º salário e as férias de forma estratégica, direcionando esses recursos para cobrir as despesas previstas do início do ano.

Segundo o assessor de investimentos Rodrigo Police dos Santos, do escritório Delfos Investimentos, do BTG Pactual, não existe fórmula milagrosa, mas há caminhos simples e consistentes para evitar o sufoco financeiro que costuma se repetir a cada janeiro.

Poupar sempre

A base de qualquer planejamento, segundo o especialista, é separar pelo menos 10% da renda mensal para poupança e investimentos. A orientação mais difundida no planejamento financeiro é manter esse hábito ao longo de todo o ano, e não apenas em períodos de aperto.

“A teoria prega que você deve poupar 10% do salário durante todo o ano, na verdade durante toda a vida. Esse hábito cria patrimônio e facilita muito a vida financeira”, afirma.

Para trabalhadores com carteira assinada, a organização pode incluir ainda o 13º salário e as férias, que devem ser usados de forma planejada para cobrir despesas previsíveis do fim e do início do ano seguinte, como impostos, viagens e gastos escolares. Segundo Rodrigo, o erro mais comum é gastar esses recursos sem considerar compromissos já conhecidos. “O erro é gastar mais do que aquilo que foi poupado para essa finalidade”, alerta.

O poder dos juros

Poupar, destaca o assessor, não significa apenas guardar dinheiro, mas permitir que ele trabalhe ao longo do tempo. O efeito dos juros se torna mais perceptível à medida que o patrimônio cresce.

“1% de R$ 100 é apenas R$ 1. Mas 1% de R$ 10 mil já são R$ 100. Quanto maior o patrimônio, maior é o impacto dos juros no valor final”, explica. Esse crescimento gradual, segundo ele, ajuda a transformar despesas que hoje parecem sufocantes em compromissos previsíveis e administráveis no futuro.

Onde investir

Para quem não tem familiaridade com investimentos, a recomendação é evitar a caderneta de poupança como primeira opção. Apesar de segura e isenta de imposto, ela oferece baixa rentabilidade.

O caminho indicado começa pelo Tesouro Selic, disponível na plataforma do Tesouro Direto e acessível por qualquer banco. “É um título público, tão seguro quanto a poupança, mas com rendimento maior, atrelado à taxa Selic”, afirma.

Com o tempo, o investidor pode avançar para outras alternativas, como fundos de renda fixa indexados ao DI, disponíveis em diversas instituições financeiras; CDBs, LCIs e LCAs, que também costumam render mais do que a poupança.

Despesas previstas

IPVA, IPTU, material escolar e matrícula não surgem de forma inesperada. Para Rodrigo, o problema não está nas despesas em si, mas na falta de preparo ao longo do ano.

“Se você poupa 10% todos os meses, com certeza consegue fazer frente aos impostos e às obrigações que vencem em janeiro”, diz.

No fim das contas, a lógica é simples: quando a receita não supera as despesas, nenhum planejamento financeiro se sustenta. “Receita maior que despesa é o principal. Sem isso, qualquer planejamento fica inviável”, resume o assessor.

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