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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

13/11/2018 15:51

Comida encarece e inflação fecha em 0,78%, maior em outubro desde 2015

Tomate, batata, cebola, laranja pera e cortes de carnes estão entre os dez itens que mais contribuíram para alta

Liniker Ribeiro
Tomates expostos em gôndola do supermercado (Foto: Arquivo) Tomates expostos em gôndola do supermercado (Foto: Arquivo)

O aumento no preço de produtos ligados a alimentação foi o grande vilão da inflação no mês de outubro, em Campo Grande. Tomate, batata, cebola, laranja pera e carnes como alcatra, acém e frango resfriado, estão entre os dez itens que mais contribuíram para a taxa fechar em 0,78%, a maior registrada no décimo mês do ano, desde 2015, e a segunda mais alta de 2018.

O total também é superior ao mês de setembro (0,42%). Os números fazem parte do IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), com base em cálculos do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais) da Uniderp, que foram divulgados nesta terça-feira (13).

Conforme o balanço, a alimentação registrou inflação de 2,07%, enquanto habitação teve inflação de 0,74%. Os seguimentos que também contribuíram para o aumento foram transportes (0,70%), educação (0,74%), Despesas Pessoais (0,25%), saúde (0,06%). Apenas vestuário registrou deflação ( -1,89%).

Além dos alimentos, diesel, papelaria e etanol completam a lista dos dez maiores vilões da inflação, no mês de outubro. Considerando os dez primeiros meses do ano, a inflação acumulada chegou a 3,66%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa está em 4,49%, colada à meta de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) para o ano todo. Para o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, a inflação registrada para o mês confirma uma retomada do processo inflacionário.

"Os aumentos dos alimentos e dos combustíveis podem ser vistos como os grandes culpados pela elevação dessa taxa em outubro. Para os próximos meses, o que se espera são inflações mais elevadas devido às festas de final de ano, período de aumento de consumo e, consequentemente, a inflação deverá continuar crescendo", revelou.

Segmentos – Na alimentação, o aumento da inflação se deve a alta de preços com produtos como: tomate (119,08%), cebola (96,33%), batata (53,34%), entre outros.

Habitação, registraram alta expressiva amaciante de roupas (4,02%), sabão em pó (3,26%), fósforos (3,09%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: lustra móveis (-5,03%), desinfetante (-4,01%), inseticida (-3,13%).

O grupo Transportes apresentou inflação de 0,70% em outubro, devido a elevações dos combustíveis: o diesel subiu 4,97% e o etanol 2,49%.

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