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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

03/01/2013 14:33

Custo da cesta básica acumulou alta de 7% em 2012 na Capital

Viviane Oliveira
A cesta básica registrou alta de 2,78% no mês de dezembro do ano passado em comparação ao mês anterior. (Foto: divulgação) A cesta básica registrou alta de 2,78% no mês de dezembro do ano passado em comparação ao mês anterior. (Foto: divulgação)

A cesta básica registrou alta de 2,78% no mês de dezembro do ano passado em comparação ao mês anterior, apresentando o valor de R$ 270,25 enquanto no mês de novembro foi registrado o valor de R$ 264,94, de acordo com a pesquisa da Semac (Secretaria de Estado de Planejamento) divulgada nesta quinta-feira (3).

O índice acumulado deste ano apresentou variação positiva de 7,87% e nos últimos seis meses registraram 4,55%. Dos 15 produtos que compõem a cesta básica alimentar, oito registraram variações positivas: tomate 17,35%; alface 11,94%, banana 5,71%, margarina 1,80%, laranja 1,71%, macarrão 1,70%, leite 0,94 e açúcar 0,75%.

Os produtos que apresentaram queda de preços foram: batata 3,88%, feijão 3,45% carne 1,30%, óleo 1,10% e arroz 0,60%. Pães e sal mantiveram o preço sem alteração. Devido ao fim da safra do tomate, a oferta no mercado interno diminuiu com conseqüente aumento de preço 17,35%. As cotações do preço da banana estiveram em alta, apesar dela apresentar bons estoques no mercado interno, assinalando aumento 5,71%.

Com a produção de batata regularizada no período aumentos sua disponibilidade no mercado interno, registrando queda de 3,88%. Alguns estabelecimentos pesquisados estiveram com promoção de feijão, fazendo com que o preço reduzisse 3,45%.

Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: tomate, arroz, batata, margarina e óleo. Destaque também para os produtos em queda: açúcar, feijão, laranja, banana e sal.

De acordo com a pesquisa da Semac, no mês de dezembro o trabalhador que recebeu um salário mínimo de R$ 622 precisou comprometer 43,45% de sua renda para aquisição da cesta de alimentos, restando-lhe R$ 351,75 e no mês anterior representava 42,27% para atender outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros.

Dos 15 produtos que compõem a cesta básica alimentar, oito registraram variações positivas, entre eles o tomate. (Foto: divulgação) Dos 15 produtos que compõem a cesta básica alimentar, oito registraram variações positivas, entre eles o tomate. (Foto: divulgação)

Cesta básica familiar – A pesquisa do Semac desta quinta-feira também mostra que a cesta básica familiar no mês de dezembro, apresentou alta de 1,95% registrando o valor de R$ 1.195,46, enquanto no mês passado foi registrado R$ 1,172,65.

Dos 44 produtos pesquisados que compõem esta cesta, 27 apresentaram alta de preço, 13 apresentaram queda e 04 mantiveram seu preço inalterado. No grupo alimentação (32 produtos), a pesquisa apresentou variação positiva de 2,04%. Os produtos em alta foram: tomate 17,38%; alface 11,95%; couve 8,28%; banana 5,76%; ovos 3,50%; mamão 2,14%; margarina 1,85%; frango 1,75%; laranja 1,73% e macarrão 1,70%.

Os produtos em queda foram: batata 3,88 %; feijão 3,47%; café 3,27%; alho 2,15%; cenoura 1,40%; carne 1,30%; óleo 1,18%; mandioca 1,15%; trigo 1,12% e abobrinha 1,06%. Pão doce e pão francês mantiveram seu preço inalterado.

A seca prolongada nas regiões produtoras e a baixa dos reservatórios hídricos, no período de novembro, prejudicaram as plantações da alface 11,94% e da couve 8,28%, inviabilizando o seu plantio, em dezembro sua produtividade continuou irregular, o que afetou seu aumento de preço.

A queda do café 3,27% se deve a safra recorde no período, o que fez com que os seus estoques aumentassem bastante no mercado interno, além do escoamento no mercado internacional ter ficado lento.

Com a entrada da safra do alho nacional, aumentou o volume ofertado, o que fez com que seu preço diminuísse 2,15%. A seca prolongada nas regiões produtoras e a baixa dos reservatórios hídricos, no período de novembro, prejudicaram as plantações da alface 11,94% e da couve 8,28%, inviabilizando o seu plantio, em dezembro sua produtividade continuou irregular, o que afetou seu aumento de preço.

A queda do café 3,27% se deve a safra recorde no período, o que fez com que os seus estoques aumentassem bastante no mercado interno, além do escoamento no mercado internacional ter ficado lento.

Com a entrada da safra do alho nacional, aumentou o volume ofertado, o que fez com que seu preço diminuísse 2,15%.

Os produtos de higiene pessoal (cinco produtos) registraram alta de 0,62%. Os itens que contribuíram para essa alta foram: sabonete 2,78%, lâmina de barbear 2,46% e absorvente 0,53%. Registro de queda foi apontado para o e dentifrício 2,44%. Papel higiênico não apresentou alteração de preço.

Já o grupo limpeza doméstica (sete produtos), apresentou alta de 0,57%, destacando os seguintes produtos: sabão (barra) 2,47%, desinfetante 2,24%, detergente 1,82%, cera em pasta 0,95% e água sanitária 0,56%. O produto que apresentou redução de preço: sabão (pó) 0,81%. Esponja (aço) manteve seu preço inalterado.

Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 38,44% do valor total da renda familiar, considerando 05 (cinco) salários mínimos, R$ 3.110,00 (três mil cento e dez reais), para atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior foram registrados 37,71%.



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