Dólar fecha a R$ 4,97 e atinge menor valor em mais de dois anos
Queda ocorre com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã e avanço do Ibovespa
O dólar comercial fechou em queda de 0,17% nesta segunda-feira (20), cotado a R$ 4,9746, menor valor desde março de 2024, enquanto o Ibovespa subiu 0,20%, aos 196.132 pontos, no mercado financeiro brasileiro, em meio a sinais contraditórios sobre negociações entre Estados Unidos e Irã.
RESUMO
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O dólar fechou em queda de 0,17% nesta segunda-feira, cotado a R$ 4,97, menor valor desde março de 2024, enquanto o Ibovespa subiu 0,20%, aos 196.132 pontos. O mercado foi impactado por sinais contraditórios nas negociações entre EUA e Irã, com o petróleo Brent subindo mais de 5%. No Brasil, a projeção de inflação para 2026 subiu para 4,80%, acima do teto da meta, enquanto a Selic deve chegar a 13% ao ano.
A moeda norte-americana recuou ao longo do dia pressionada por oscilações no cenário externo. Declarações divergentes sobre um possível acordo entre os dois países aumentaram a cautela entre investidores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou que não sofre pressão para fechar um acordo com o Irã e indicou avanço nas tratativas. Ele disse que um entendimento deve ocorrer de forma rápida.
Já o governo iraniano apontou dificuldades nas negociações e citou entraves diplomáticos. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que ações recentes dos Estados Unidos prejudicam o diálogo.
No domingo, forças norte-americanas atacaram um navio iraniano no Golfo de Omã. O episódio elevou a tensão na região e gerou reação de Teerã, que ameaçou responder e colocou em dúvida a continuidade das conversas.
Apesar disso, o Paquistão informou que recebeu sinal positivo do Irã para participação em nova rodada de negociações. O encontro está previsto para ocorrer nesta semana.
A instabilidade também impactou o mercado de petróleo. O barril do tipo Brent avançou mais de 5% durante o dia, refletindo o risco de interrupções no fornecimento na região do Oriente Médio.
No Brasil, o cenário externo influenciou projeções econômicas. O mercado elevou a estimativa de inflação para 2026, que passou de 4,71% para 4,80%, segundo o Boletim Focus do BC (Banco Central).
A projeção supera o teto da meta de inflação, fixada em 4,5%. Para os anos seguintes, as estimativas também subiram, com previsão de 3,99% em 2027 e 3,60% em 2028.
Mesmo com a revisão para cima da inflação, analistas mantiveram a expectativa de queda na taxa básica de juros. A projeção para a Selic em 2026 subiu de 12,50% para 13% ao ano.


